UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Paciente de 29 anos de idade, vítima de acidente motociclístico, deu entrada com queixa de dor e deformidade em perna esquerda. Ao exame: ferimento 2cm face anterior perna esquerda com sangramento local, dor e crepitação a palpação, baixa contaminação da ferida, pequena lesão de partes moles, sem déficit neurovascular distal no membro acometido. Raio-X com fratura diafisária de tíbia de traço multifragmentar (cominutiva). De acordo com Gustillo e Anderson, você classificaria como fratura exposta de tíbia grau:
Fratura exposta cominutiva de tíbia → Gustillo IIIa, mesmo com ferimento cutâneo menor.
A classificação de Gustillo e Anderson avalia a gravidade das fraturas expostas. Uma fratura cominutiva da tíbia, indicativa de alta energia, mesmo com um ferimento cutâneo de 2cm e baixa contaminação, é classificada como Gustillo IIIa devido à extensão do dano ósseo e de partes moles subjacentes.
A classificação de Gustillo e Anderson é a ferramenta mais utilizada mundialmente para avaliar a gravidade das fraturas expostas, fornecendo um guia para o tratamento e o prognóstico. Ela categoriza as fraturas em três graus principais (I, II, III), com o grau III subdividido em a, b e c, baseando-se no tamanho do ferimento cutâneo, grau de contaminação, extensão da lesão de partes moles e padrão da fratura óssea. No caso apresentado, o ferimento de 2cm já exclui o Grau I (<1cm). A presença de uma fratura diafisária de tíbia de traço multifragmentar (cominutiva) é um fator crucial. Fraturas cominutivas são indicativas de trauma de alta energia e, mesmo com um ferimento cutâneo relativamente pequeno e baixa contaminação aparente, a extensão do dano ósseo e das partes moles profundas é significativa. O Grau IIIa de Gustillo e Anderson é caracterizado por lesão extensa de partes moles com cobertura óssea adequada, ou fraturas segmentares/cominutivas de alta energia. A fratura cominutiva da tíbia se encaixa neste critério, justificando a classificação como IIIa. Esta classificação é vital para determinar a necessidade de desbridamento cirúrgico, estabilização da fratura, cobertura antibiótica e planejamento de reconstruções futuras, visando minimizar o risco de infecção e otimizar a consolidação óssea.
A classificação considera o tamanho da lesão de pele, o grau de contaminação, a extensão da lesão de partes moles e o padrão da fratura óssea (simples, cominutiva, segmentar).
É uma fratura exposta com lesão extensa de partes moles, mas com cobertura óssea adequada, ou fraturas cominutivas/segmentares de alta energia, mesmo com ferimentos cutâneos menores.
Ela guia a conduta terapêutica, o prognóstico e o risco de complicações como infecção e não união, sendo crucial para o planejamento cirúrgico e o manejo inicial.
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