Pancreatite Aguda Grave: Diagnóstico e Manejo Inicial

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2018

Enunciado

Paciente de 74 anos é atendida na sala de emergência do hospital com dor epigástrica irradiada para o dorso há 12 horas. Ela refere ser diabética controlada com hipoglicemiantes e ter colelitíase assintomática descoberta há três anos. Ao exame físico a paciente está desconfortável, com temperatura de 37,8º C, frequência cardíaca de 112 btm, pressão arterial de 120 / 70 mmHg e frequência respiratória de 28 ipm. Seu abdome está distendido e sensível à palpação no epigástrio e mesogástrio. Exames laboratoriais revelam um hematócrito de 44%, hemoglobina de 14,5 g/dL, leucócitos de 22.000/mm3, glicemia de 160 g/dL, sódio de 139 mmol/L, potássio de 4,7 mmol/L, creatinina de 2,2 mg/dL, bilirrubina total de 3,2 mg/dL (bilirrubina direta de 2,4 mg/dL), AST de 340 U/L, ALT de 430 U/L, desidrogenase lática de 440 U/L, nível sérico de amilase de 1350 IU/L. Uma gasometria revela pH 7,41, PaCO 2 de 33mmHg, pO2 78 mmHg, HCO3 de 16 mEq/L, CO2T de 17,7 mmol/L, BE de – 6.0 mmol/L e Sat O2 de 90%. Uma tomografia de abdome é solicitada e revela um pâncreas aumentado de tamanho com edema difuso e barramento de gordura. Sobre a gravidade e manejo inicial desta paciente podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) Pancreatite grave - Ressuscitação agressiva com cristaloides, monitorização, oxigênio complementar e observação em UTI.
  2. B) Pancreatite leve - Ressuscitação agressiva com cristaloides e colecistectomia assim que a paciente estabilizar.
  3. C) Pancreatite leve - Ressuscitação agressiva, papilotomia endoscópica assim que paciente estabilizar.
  4. D) Pancreatite grave - Ressuscitação com droga vasoativa, antibioticoprofilaxia e somatostatina.

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