IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2021
Uma mulher de 55 anos de idade procura o setor de emergência com quadro de febre, tosse seca e dispneia com início há 5 dias. Ao exame físico: frequência cardíaca de 110 bpm, temperatura axilar de 38.5 °C, pressão arterial de 100x60 mmHg, frequência respiratória de 28 IRPM e saturação de oxigênio de 94% em ar ambiente. A radiografia do tórax revela infiltrados pulmonares bilaterais e a tomografia computadorizada torácica mostra múltiplas áreas lobulares e subsegmentares bilaterais com opacidade em vidro fosco, ocupando cerca de 25% dos campos pulmonares. A paciente é internada em quarto isolado. Um swab nasofaríngeo é enviado para testes de reação em cadeia da polimerase via transcriptase reversa em tempo real e o resultado é positivo para coronavírus causador de síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2). Ainda em relação ao enunciado da questão anterior, assinale a alternativa que descreve o grau de gravidade da doença da paciente:
COVID-19 moderada = pneumonia + SpO2 ≥ 94% em ar ambiente + FR < 30 irpm.
A classificação da gravidade da COVID-19 é crucial para o manejo e prognóstico. A paciente apresenta sinais de pneumonia (dispneia, infiltrados pulmonares, opacidades em vidro fosco na TC) mas mantém saturação de oxigênio ≥ 94% em ar ambiente e frequência respiratória < 30 irpm, o que a enquadra como doença moderada.
A classificação da gravidade da COVID-19 é um passo fundamental para guiar o manejo clínico e determinar a necessidade de internação e o nível de suporte. As categorias geralmente incluem doença leve, moderada, grave e crítica, baseadas em sintomas, sinais vitais, achados de imagem e necessidade de oxigênio. A rápida identificação da gravidade permite a alocação adequada de recursos e a implementação de terapias específicas. A doença moderada é caracterizada pela presença de pneumonia (confirmada por imagem, como infiltrados na radiografia ou opacidades em vidro fosco na TC), mas sem sinais de doença grave. Isso significa que o paciente pode ter dispneia e tosse, mas mantém uma saturação de oxigênio ≥ 94% em ar ambiente e uma frequência respiratória < 30 irpm. A presença de infiltrados pulmonares, mesmo que em pequena extensão, já exclui a classificação de doença leve. A progressão para doença grave é marcada por hipoxemia (SpO2 < 94% em ar ambiente), frequência respiratória ≥ 30 irpm, ou infiltrados pulmonares > 50% em 24-48 horas. A doença crítica envolve insuficiência respiratória, choque séptico ou disfunção de múltiplos órgãos. Compreender esses critérios é vital para a tomada de decisão clínica, desde a indicação de oxigenoterapia até a necessidade de internação em UTI e o uso de medicamentos como dexametasona ou antivirais.
A COVID-19 é classificada como grave se o paciente apresentar SpO2 < 94% em ar ambiente, frequência respiratória ≥ 30 irpm, ou infiltrados pulmonares > 50% em 24-48 horas, indicando hipoxemia significativa ou comprometimento pulmonar extenso.
A saturação de oxigênio é um critério chave: SpO2 ≥ 94% em ar ambiente indica doença moderada (se houver pneumonia), enquanto SpO2 < 94% em ar ambiente é um critério para doença grave, sinalizando a necessidade de oxigenoterapia.
A COVID-19 moderada envolve pneumonia sem hipoxemia grave. A doença crítica, por sua vez, é caracterizada por insuficiência respiratória (necessidade de ventilação mecânica), choque séptico ou disfunção de múltiplos órgãos, exigindo suporte avançado de vida.
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