Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021
Mulher de 66 anos tem diagnóstico de asma desde a infância. Alega que, durante a infância e adolescência, tinha várias crises de asma, necessitando de internações frequentes. Refere vários quadros de pneumonia nesse período, obrigando- a a internações. Alega que fazia uso nesse período apenas de salbutamol nas crises. Há cerca de dez anos, começou uso contínuo de várias medicações inalatórias com redução progressiva. Está em uso de beclometasona 400 mcg ao dia há dois meses. E desde então necessita de uso de salbutamol apenas nas crises, cerca de uma ou duas vezes por mês. Nega sintomas noturnos. Alega manter atividades diárias normais.Como classificar a gravidade da paciente, conforme GINA 2019?
Classificação GINA: gravidade da asma é definida pelo TRATAMENTO necessário para manter o controle.
A classificação da gravidade da asma, conforme as diretrizes GINA (Global Initiative for Asthma), não se baseia na gravidade intrínseca da doença no momento do diagnóstico, mas sim na intensidade do tratamento necessário para manter o controle dos sintomas e prevenir exacerbações. Uma asma bem controlada com dose baixa de corticosteroide inalatório e uso infrequente de broncodilatador de alívio é classificada como asma leve.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável do fluxo aéreo. A prevalência é alta globalmente, e o manejo adequado é essencial para prevenir exacerbações e melhorar a qualidade de vida. As diretrizes da Global Initiative for Asthma (GINA) fornecem um guia abrangente para o diagnóstico e manejo da asma, com foco no controle dos sintomas e na redução do risco futuro. A classificação da gravidade da asma, segundo a GINA, é um conceito dinâmico e retrospectivo. Ela não se refere à gravidade intrínseca da doença no momento do diagnóstico, mas sim à intensidade do tratamento necessário para alcançar e manter o controle. Isso significa que um paciente com histórico de asma grave pode, com tratamento adequado, ter sua asma classificada como leve se estiver bem controlado com medicação de baixa intensidade. No caso apresentado, a paciente utiliza beclometasona 400 mcg/dia (considerada dose baixa de CI) e necessita de salbutamol (SABA) apenas 1-2 vezes por mês, sem sintomas noturnos e com atividades diárias normais. Isso indica que sua asma está bem controlada com um tratamento de baixa intensidade, enquadrando-se na classificação de asma leve. O tratamento da asma envolve um ciclo de avaliação, ajuste e revisão, com escalonamento ou desescalonamento da terapia conforme o nível de controle alcançado.
A GINA classifica a gravidade da asma retrospectivamente, com base no nível de tratamento necessário para manter o controle dos sintomas e prevenir exacerbações. As categorias incluem asma leve, moderada e grave, definidas pela dose de corticosteroide inalatório e outros medicamentos necessários.
A asma é classificada como leve quando o paciente consegue manter o controle dos sintomas e prevenir exacerbações com o uso de corticosteroide inalatório (CI) em dose baixa, ou apenas com broncodilatador de curta ação (SABA) conforme necessário (em abordagens mais recentes, CI de baixa dose + formoterol conforme necessário).
A avaliação regular do controle da asma é crucial para ajustar o tratamento e garantir que o paciente esteja recebendo a menor dose eficaz de medicação. Isso ajuda a minimizar os efeitos colaterais, melhorar a qualidade de vida e prevenir exacerbações futuras, que podem ser graves.
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