PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2020
Mulher, 19 anos de idade, procura a UBS por quadro de ""chiado no peito"" desde a infância, com piora nos últimos meses. Refere tosse seca e ""chiado"" cerca de 2 a 3 vezes por semana, precisando fazer uso de salbutamol. Acorda à noite com dispneia, cerca de uma vez por semana. Nega outras comorbidades e uso de outras medicações. Exame físico sem alterações no momento da consulta. Traz espirometria de 2 anos atrás, com diagnóstico de asma brônquica. Considerando os sintomas relatados no caso, a asma desta paciente pode ser classificada como
Sintomas >2x/sem + Despertar noturno ≥1x/sem (mas não diário) = Asma Persistente Leve.
A classificação da gravidade da asma baseia-se na frequência dos sintomas diurnos, despertares noturnos e necessidade de medicação de resgate antes do início do tratamento de manutenção.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável ao fluxo aéreo. A classificação da gravidade é o primeiro passo para definir a etapa terapêutica inicial, seguindo os degraus (Steps) propostos pelo GINA ou pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. No caso clínico, a paciente apresenta sintomas e uso de resgate 2 a 3 vezes por semana, além de despertares noturnos semanais, o que a enquadra perfeitamente na categoria persistente leve. É fundamental que o médico residente saiba distinguir gravidade (avaliação inicial sem tratamento) de controle (avaliação da resposta terapêutica), pois os parâmetros clínicos utilizados são semelhantes, mas os objetivos clínicos diferem.
A asma intermitente apresenta sintomas diurnos menos de 2 vezes por semana, sem despertares noturnos e uso de medicação de resgate também inferior a 2 vezes por semana. Já a persistente leve apresenta sintomas ou uso de resgate mais de 2 vezes por semana, mas não diariamente, e despertares noturnos ocasionais (1 a 4 vezes por mês).
A espirometria avalia a função pulmonar através do VEF1 e da relação VEF1/CVF. Na asma intermitente e persistente leve, a função pulmonar costuma ser normal fora das crises (VEF1 ≥ 80% do previsto). Reduções no VEF1 geralmente indicam asma persistente moderada ou grave.
Sim, a frequência do uso de broncodilatadores de curta ação (SABA) para alívio de sintomas é um critério fundamental. O uso em mais de 2 dias na semana (mas não diariamente) é um marcador de asma persistente, indicando a necessidade de terapia anti-inflamatória de manutenção.
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