Gratacós vs. Quintero: Classificando Complicações Gemelares

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, com o que estão relacionadas a classificação de Gratacós e a de Quintero.

Alternativas

  1. A) Gêmeos siameses e transfusão feto-fetal.
  2. B) Restrição seletiva de um dos gemelares e transfusão feto-fetal.
  3. C) Sequência policitemia-anemia fetal e transfusão feto-fetal.
  4. D) Sequência policitemia-anemia fetal e discordância fetal entre gemelares.
  5. E) Transfusão feto-fetal e sequência policitemia-anemia fetal.

Pérola Clínica

Gratacós = Restrição de crescimento seletiva (baseado no Doppler da artéria umbilical). Quintero = Transfusão feto-fetal (baseado no líquido amniótico e bexiga fetal).

Resumo-Chave

As classificações de Gratacós e Quintero são cruciais no manejo de gestações gemelares monocoriônicas. Gratacós classifica a gravidade da Restrição de Crescimento Seletiva (RCIU-s) pela hemodinâmica (Doppler), enquanto Quintero estadeia a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) com base em achados ultrassonográficos de volume de líquido amniótico e bexiga fetal.

Contexto Educacional

As gestações gemelares monocoriônicas, que compartilham uma única placenta, apresentam riscos de complicações únicas devido às anastomoses vasculares placentárias. Duas das complicações mais graves são a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) e a Restrição de Crescimento Intrauterino Seletiva (RCIU-s), cujo manejo depende de classificações específicas. A Classificação de Quintero é utilizada para estadiar a STFF, uma condição onde há um desequilíbrio no fluxo sanguíneo entre os fetos através das anastomoses. Isso resulta em um feto 'doador' (com oligodrâmnio, anêmico e com bexiga vazia) e um feto 'receptor' (com polidrâmnio, policitêmico e com bexiga cheia). A classificação vai do estágio I ao V, baseando-se na gravidade desses achados ultrassonográficos e na presença de alterações hemodinâmicas (Doppler) ou hidropsia fetal. Por outro lado, a Classificação de Gratacós é aplicada na RCIU seletiva, onde um dos fetos não cresce adequadamente devido a uma distribuição desigual do território placentário. Esta classificação foca primariamente no padrão de fluxo da artéria umbilical do feto com restrição de crescimento, dividindo-o em três tipos que possuem prognósticos e manejos distintos. O entendimento correto dessas duas classificações é vital para o aconselhamento dos pais e para a indicação de terapias fetais, como a coagulação a laser das anastomoses na STFF.

Perguntas Frequentes

Quais são os estágios da Classificação de Quintero para a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal?

Estágio I: Oligodrâmnio/polidrâmnio. Estágio II: Bexiga do doador não visível. Estágio III: Dopplers alterados (artéria umbilical, ducto venoso ou veia umbilical). Estágio IV: Hidropsia em um ou ambos os fetos. Estágio V: Óbito de um ou ambos os fetos.

Qual o tratamento padrão-ouro para STFF grave (Quintero II-IV)?

O tratamento de escolha é a ablação a laser por fetoscopia das anastomoses vasculares placentárias. Este procedimento visa corrigir a causa base da síndrome, separando as circulações dos fetos e melhorando a sobrevida e o prognóstico neurológico.

Como a Classificação de Gratacós avalia a Restrição de Crescimento Seletiva?

Gratacós classifica a RCIU-s em três tipos com base no padrão de fluxo do Doppler da artéria umbilical do feto menor. Tipo I: fluxo diastólico final positivo. Tipo II: fluxo diastólico final ausente ou reverso persistente. Tipo III: fluxo diastólico final intermitentemente ausente ou reverso.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo