DPOC: Classificação GOLD e Estágios da Doença

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023

Enunciado

Dentre os males relacionados ao tabaco, um dos mais prevalentes é a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC. Podemos aplicar a classificação da Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD) nesses pacientes para avaliação do grupo clínico (avaliação de sintomas e risco de exacerbação) e do estágio da doença baseado em espirometria. Assinale a alternativa com a classificação correta: Sigla: VEF1 (Volume expiratório expirado em 1 segundo)

Alternativas

  1. A) Um paciente com baixo risco de exacerbação que mantenha sintomas será classificado como grupo B e espirometria com VEF1 59% será classificada como estágio 4.
  2. B) Um paciente com alto risco de exacerbação porém pouco sintomático será classificado como grupo C e espirometria com VEF1 40% será classificada como estágio 4.
  3. C) Um paciente com alto risco de exacerbação e muito sintomático será classificado como grupo D e espirometria com VEF1 28% será classificada como estágio 2.
  4. D) Um paciente com alto risco de exacerbação porém pouco sintomático será classificado como grupo C e espirometria com VEF1 42% será classificada como estágio 3.
  5. E) Um paciente com baixo risco de exacerbação e assintomático será classificado como grupo A e espirometria com VEF1 80% será classificado como estágio 4.

Pérola Clínica

Classificação GOLD DPOC: Estágio espirométrico (VEF1) + Grupo clínico (sintomas/exacerbações) = A, B, C ou D.

Resumo-Chave

A classificação GOLD para DPOC integra a gravidade da obstrução do fluxo aéreo (baseada no VEF1 pós-broncodilatador) com a avaliação de sintomas e risco de exacerbações, permitindo uma abordagem terapêutica mais individualizada e focada no paciente.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e prevenível, caracterizada por limitação persistente do fluxo aéreo, geralmente causada pela exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo o principal fator de risco. A classificação da Iniciativa Global para Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (GOLD) é fundamental para a avaliação e manejo desses pacientes, integrando aspectos espirométricos e clínicos. A avaliação da DPOC pelo GOLD envolve dois componentes principais: a avaliação do grau de obstrução do fluxo aéreo pela espirometria (estágios 1 a 4, baseados no VEF1 pós-broncodilatador) e a avaliação do grupo clínico (A, B, C ou D), que considera a intensidade dos sintomas (avaliados por questionários como CAT ou mMRC) e o risco de exacerbações futuras. A combinação desses dois componentes permite uma estratificação mais precisa e um tratamento individualizado. Por exemplo, um paciente com VEF1 entre 30% e 50% do previsto é classificado como estágio 3 (grave). Se este paciente tiver poucos sintomas, mas alto risco de exacerbação (duas ou mais exacerbações moderadas ou uma grave no último ano), ele será classificado como grupo C. A alternativa D da questão ilustra corretamente essa combinação: VEF1 42% (Estágio 3) e alto risco com poucos sintomas (Grupo C), o que está alinhado com os critérios GOLD.

Perguntas Frequentes

Como a espirometria classifica os estágios da DPOC segundo o GOLD?

A espirometria classifica a DPOC em 4 estágios com base no VEF1 pós-broncodilatador: Estágio 1 (Leve): VEF1 ≥ 80% do previsto; Estágio 2 (Moderado): 50% ≤ VEF1 < 80%; Estágio 3 (Grave): 30% ≤ VEF1 < 50%; Estágio 4 (Muito Grave): VEF1 < 30% do previsto.

Quais são os critérios para definir os grupos clínicos A, B, C e D na DPOC?

Os grupos clínicos são definidos pela avaliação de sintomas (CAT score ou mMRC) e histórico de exacerbações. Grupo A: poucos sintomas, baixo risco de exacerbação; Grupo B: muitos sintomas, baixo risco; Grupo C: poucos sintomas, alto risco; Grupo D: muitos sintomas, alto risco.

O que significa 'alto risco de exacerbação' na classificação GOLD?

Alto risco de exacerbação é definido por duas ou mais exacerbações moderadas ou uma exacerbação grave (que levou à hospitalização) no último ano. Isso é um fator chave para a escolha da terapia farmacológica.

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