DPOC: Classificação GOLD 2018 e Interpretação do VEF1

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2020

Enunciado

A.P.C, homem de 78 anos, tabagista inveterado, em acompanhamento no ambulatório de pneumologia, em uso regular de formoterol e budesonida, por via inalatória. Vem em consulta de retorno para reavaliação e traz espirometria que apresenta VEF1 = 40% do predito, sem melhora com uso de broncodilatador e relação VEF1/CVF = 50%. Qual é a classificação da doença deste paciente de acordo com o Global initiative for chronic obstructive lung disease (2018)?

Alternativas

  1. A) GOLD 1 (Leve)
  2. B) GOLD 2 (Moderado)
  3. C) GOLD 3 (Grave)
  4. D) GOLD 4 (Muito grave)

Pérola Clínica

DPOC: VEF1 < 30% = GOLD 4 (Muito Grave); 30% ≤ VEF1 < 50% = GOLD 3 (Grave); 50% ≤ VEF1 < 80% = GOLD 2 (Moderado); VEF1 ≥ 80% = GOLD 1 (Leve).

Resumo-Chave

A classificação da gravidade da limitação do fluxo aéreo na DPOC, segundo o GOLD, é baseada no VEF1 pós-broncodilatador. Um VEF1 de 40% do predito indica uma limitação grave do fluxo aéreo, classificando o paciente como GOLD 3.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos, sendo o tabagismo a principal causa. A espirometria é o padrão-ouro para o diagnóstico, demonstrando uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7. A classificação da gravidade da limitação do fluxo aéreo na DPOC, conforme as diretrizes do Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD), é baseada no valor do VEF1 pós-broncodilatador. Um VEF1 ≥ 80% do predito é GOLD 1 (leve); 50% ≤ VEF1 < 80% é GOLD 2 (moderado); 30% ≤ VEF1 < 50% é GOLD 3 (grave); e VEF1 < 30% é GOLD 4 (muito grave). Esta classificação é crucial para o prognóstico e para guiar as opções terapêuticas. Além da gravidade da obstrução, o GOLD também considera a avaliação de sintomas e o risco de exacerbações para categorizar os pacientes em grupos A, B, C ou D, o que influencia diretamente a escolha da terapia farmacológica. Para o residente, dominar a interpretação da espirometria e a classificação GOLD é essencial para o manejo adequado dos pacientes com DPOC, otimizando o tratamento e melhorando a qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da espirometria no diagnóstico e classificação da DPOC?

A espirometria é fundamental para o diagnóstico da DPOC, confirmando a obstrução persistente do fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,7 pós-broncodilatador). Além disso, o valor do VEF1 pós-broncodilatador é utilizado para classificar a gravidade da limitação do fluxo aéreo em GOLD 1 (leve) a GOLD 4 (muito grave).

Quais são os componentes da avaliação GOLD para DPOC?

A avaliação GOLD para DPOC inclui três componentes: a avaliação da gravidade da limitação do fluxo aéreo (GOLD 1-4, baseada no VEF1), a avaliação dos sintomas (usando escalas como mMRC ou CAT) e a avaliação do risco de exacerbações (histórico de exacerbações no último ano), que juntos determinam os grupos A, B, C ou D para guiar o tratamento.

O que significa um VEF1 de 40% do predito na classificação GOLD?

Um VEF1 de 40% do predito, na presença de uma relação VEF1/CVF < 0,7, classifica a limitação do fluxo aéreo como GOLD 3, indicando uma doença grave. Isso significa que o paciente tem uma obstrução significativa das vias aéreas, com impacto substancial na função pulmonar.

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