SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2024
Homem, 52 anos, trabalhador da indústria têxtil, tabagista (30 maços/ano), apresenta dispneia aos moderados esforços, tendo apresentado uma exacerbação leve nos últimos 12 meses, sem necessidade de internação, mMRC (escala de dispneia modificada) = 3 e CAT (teste de avaliação de sintomas COPD assessment test) = 11 pontos. Não faz uso de medicações. Sem outras comorbidades. Traz espirometria com volume expiratório forçado no 1º segundo de 65 % pós prova farmacodinâmica. Qual o tratamento de manutenção mais recomendado para ser iniciado para este paciente, considerando a classificação de sintomas do GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease)?
DPOC Grupo B (mMRC ≥2 ou CAT ≥10, 0-1 exacerbação sem internação) → Iniciar LABA ou LAMA; se sintomas persistirem, LAMA+LABA.
O paciente se enquadra no Grupo B do GOLD (mMRC 3, CAT 11, 1 exacerbação leve). Para este grupo, a recomendação inicial é um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA). No entanto, devido à alta carga sintomática, a combinação LAMA+LABA (Brometo de umeclidínio + vilanterol) é uma opção eficaz para otimizar o controle dos sintomas desde o início.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma doença comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para guiar o manejo, combinando a gravidade da obstrução (baseada no VEF1 pós-broncodilatador) com a avaliação de sintomas e risco de exacerbações. A avaliação de sintomas é feita por escalas como mMRC (dispneia) e CAT (impacto geral da doença), enquanto o risco de exacerbações é determinado pelo histórico de eventos agudos. O paciente em questão, com mMRC 3 e CAT 11, e apenas uma exacerbação leve, se enquadra no Grupo B do GOLD. Este grupo é caracterizado por baixo risco de exacerbações e alta carga sintomática, necessitando de uma abordagem que otimize o controle dos sintomas. O tratamento farmacológico da DPOC visa reduzir sintomas, diminuir a frequência e gravidade das exacerbações e melhorar a tolerância ao exercício. Para o Grupo B, as diretrizes GOLD recomendam iniciar com um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA). No entanto, em pacientes com sintomas mais pronunciados, a combinação LAMA+LABA pode ser considerada como terapia inicial para um controle sintomático mais robusto. A escolha da medicação deve ser individualizada, considerando a resposta do paciente e a adesão ao tratamento.
A classificação GOLD utiliza o mMRC (Modified Medical Research Council) para dispneia e o CAT (COPD Assessment Test) para sintomas gerais, combinados com o histórico de exacerbações. Pacientes com mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10 são considerados com alta carga sintomática. O risco de exacerbações é alto se houver ≥ 2 exacerbações ou ≥ 1 com internação no último ano.
Para pacientes com DPOC Grupo B (baixo risco de exacerbações, alta carga sintomática), o tratamento inicial recomendado é um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA). Se os sintomas não forem controlados, a terapia pode ser escalonada para LAMA+LABA.
A combinação LAMA+LABA oferece um broncodilatador mais potente e abrangente do que um único agente, sendo eficaz para pacientes do Grupo B que apresentam sintomas significativos (mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10), visando melhorar a função pulmonar e a qualidade de vida.
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