DPOC: Classificação GOLD Baseada na Espirometria

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Homem de 55 anos procura atendimento em unidade básica de saúde (UBS) para renovar prescrição de losartana. Durante a consulta, relata dispneia aos esforços físicos moderados. Além disso, refere tosse pouco produtiva há alguns anos, o que atribui ao uso de 20 cigarros por dia há 20 anos. Radiografia do tórax revela alargamento dos espaços intercostais, sem outras alterações. Espirometria apresenta os seguintes resultados: Diante dos achados, define-se doença pulmonar obstrutiva crônica. Nesse caso, de acordo com os critérios GOLD, a doença do paciente pode ser funcionalmente classificada em

Alternativas

  1. A) estágio 1
  2. B) estágio 2
  3. C) estágio 3
  4. D) estágio 4

Pérola Clínica

Classificação GOLD (gravidade da obstrução) → VEF1 pós-broncodilatador: GOLD 1 (≥80%), GOLD 2 (50-79%), GOLD 3 (30-49%), GOLD 4 (<30%).

Resumo-Chave

A classificação da gravidade da limitação ao fluxo aéreo na DPOC, segundo o GOLD, baseia-se exclusivamente no valor do VEF1 pós-broncodilatador em pacientes com VEF1/CVF < 0,7. Um VEF1 entre 30% e 49% do previsto classifica o paciente como GOLD 3 (limitação grave).

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação ao fluxo aéreo. O diagnóstico e a avaliação da gravidade são fundamentalmente baseados na espirometria, um teste de função pulmonar que mede os volumes e fluxos de ar. A iniciativa Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) fornece um sistema de classificação amplamente utilizado. O primeiro passo é confirmar o diagnóstico de DPOC através de uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador menor que 0,7. Uma vez confirmado, a gravidade da limitação ao fluxo aéreo é estadiada de 1 a 4, com base unicamente no valor do VEF1 pós-broncodilatador em porcentagem do previsto: GOLD 1 (Leve, VEF1 ≥ 80%), GOLD 2 (Moderada, VEF1 50-79%), GOLD 3 (Grave, VEF1 30-49%) e GOLD 4 (Muito Grave, VEF1 < 30%). É crucial entender que esta classificação (1-4) reflete apenas um aspecto da doença. Para uma avaliação completa e para guiar a terapia, o GOLD propõe uma avaliação combinada (Grupos A, B, E) que integra a gravidade da obstrução com a carga de sintomas (avaliada por escalas como mMRC ou CAT) e o histórico de exacerbações. Esta abordagem multidimensional permite um tratamento mais personalizado e eficaz, focado não apenas na função pulmonar, mas também na qualidade de vida e no risco futuro do paciente.

Perguntas Frequentes

Como é feito o diagnóstico espirométrico de DPOC?

O diagnóstico é confirmado pela presença de uma relação VEF1/CVF inferior a 0,7 (ou 70%) após a administração de um broncodilatador. Este achado indica uma limitação persistente ao fluxo aéreo, que é a marca registrada da doença.

O que significa um paciente ser classificado como DPOC GOLD 3?

Significa que a limitação ao fluxo aéreo é considerada grave. O paciente apresenta um Volume Expiratório Forçado no primeiro segundo (VEF1) pós-broncodilatador que está entre 30% e 49% do valor previsto para sua idade, sexo e altura.

A classificação GOLD 1-4 é suficiente para definir o tratamento da DPOC?

Não. A classificação GOLD 1-4 mede apenas a gravidade da obstrução do fluxo aéreo. A escolha do tratamento farmacológico é guiada pela avaliação combinada (Grupos A, B, E), que é mais completa por considerar também a intensidade dos sintomas e o risco de futuras exacerbações.

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