UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Paciente masculino, 57 anos, tabagista ativo desde a infância, apresenta escarro e dispneia aos esforços há, pelo menos, dois anos. Nunca procurou apoio médico, pois não achava necessário. Relata emagrecimento e perda de funcionalidade, tornando-se mais dependente para atividades simples do dia a dia. Necessitou de duas internações por pneumonia no último ano, segundo ele. Ao exame físico, apresentava tórax em tonel, uso de musculatura acessória para respirar com posição do tripé e baqueteamento digital. Realizada espirometria, que evidenciou VEF1 de 31% do previsto, além de VEF1/CVF < 0,7.A respeito do caso apresentado, assinale a afirmativa correta.
DPOC: VEF1/CVF < 0,7 + VEF1 30-49% previsto = GOLD III. ≥2 exacerbações/ano ou ≥1 hospitalização = Grupo D.
A classificação GOLD para DPOC considera a gravidade da obstrução do fluxo aéreo (pelo VEF1) e o risco de exacerbações/sintomas. Um VEF1 entre 30-49% do previsto indica GOLD III, e histórico de múltiplas exacerbações ou hospitalizações classifica o paciente no grupo de alto risco (Grupo D).
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por obstrução do fluxo aéreo não totalmente reversível. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que demonstra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador inferior a 0,7. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é fundamental para guiar o manejo, combinando a gravidade da obstrução com o risco de exacerbações e o impacto dos sintomas. A classificação GOLD é dividida em dois componentes principais: o grau de obstrução do fluxo aéreo e o grupo de risco/sintomas. O grau de obstrução é determinado pelo VEF1 pós-broncodilatador: GOLD I (VEF1 ≥ 80%), GOLD II (VEF1 50-79%), GOLD III (VEF1 30-49%) e GOLD IV (VEF1 < 30%). O grupo de risco (A, B, C, D) é definido pelo número de exacerbações no último ano (≥2 exacerbações ou ≥1 hospitalização colocam o paciente em alto risco) e pela intensidade dos sintomas (avaliada por questionários como CAT ou mMRC). No caso apresentado, o paciente tem VEF1 de 31% do previsto, o que o classifica como GOLD III (obstrução grave). Além disso, ele teve duas internações por pneumonia no último ano, o que o coloca no grupo de alto risco para exacerbações (Grupo D). Portanto, a classificação correta é GOLD IIID. Compreender essa classificação é vital para a escolha da terapia farmacológica e não farmacológica mais adequada, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir a morbimortalidade.
O diagnóstico de DPOC é confirmado por espirometria que mostra uma relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,7, indicando obstrução do fluxo aéreo que não é totalmente reversível.
O VEF1 pós-broncodilatador é usado para graduar a gravidade da obstrução: GOLD I (leve) VEF1 ≥ 80%, GOLD II (moderado) VEF1 50-79%, GOLD III (grave) VEF1 30-49%, e GOLD IV (muito grave) VEF1 < 30% do previsto.
O grupo de risco é determinado pelo número de exacerbações no último ano (0-1 sem hospitalização = baixo risco; ≥2 ou ≥1 com hospitalização = alto risco) e pela intensidade dos sintomas (avaliada por CAT ou mMRC).
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