DPOC: Classificação GOLD e Manejo da Doença Pulmonar

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Um paciente de 65 anos, com histórico de tabagismo por 40 anos (60 maços-ano), apresentase com dispneia progressiva aos esforços e tosse produtiva crônica. Ele relata piora da falta de ar nos últimos meses, com episódios frequentes de bronquite. No exame físico, observa-se tórax em barril e ausculta pulmonar com roncos e sibilos difusos. Foi realizada espirometria e exames laboratoriais. Os resultados foram os seguintes: - Espirometria pós-broncodilatador: VEF1/CVF = 55%; VEF1 = 40% do previsto - Hemograma: Hb 17,8 g/dL; Leucócitos 9.200/mm³; Plaquetas 250.000/mm³ - Gasometria arterial: pH 7,38; PaCO₂ 48 mmHg; PaO₂ 58 mmHg; HCO₃⁻ 29 mEq/L - Classificação da dispneia (mMRC): grau 3 (dispneia ao caminhar menos de 100 metros) Com base nos achados clínicos, espirométricos e laboratoriais, e considerando o diagnóstico e tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), assinale a afirmativa correta:

Alternativas

  1. A) O valor de VEF1 de 40% do previsto classifica o paciente na categoria GOLD 2 (moderada) de gravidade da DPOC.
  2. B) Os exames demonstram hipoxemia, hipercapnia e policitemia, sendo recomendada a oxigenoterapia domiciliar prolongada como tratamento.
  3. C) A espirometria pós-broncodilatador com VEF1/CVF < 70% confirma o diagnóstico de DPOC, mesmo em pacientes sem sintomas significativos.
  4. D) A policitemia observada no hemograma está relacionada ao uso crônico de corticoides no tratamento da DPOC.
  5. E) O tratamento farmacológico inicial deve incluir corticosteroides orais de longa duração para controle da inflamação brônquica.

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