UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2024
Homem de 65 anos, tabagista com carga tabágica de 50 maços-ano, apresenta tosse produtiva diária há dois anos, além de dispneia progressiva aos esforços, atualmente limitado a atividades diárias leves. Histórico de exacerbações ocasionais, sem internações recentes. Na consulta, relata acordar à noite por falta de ar ocasionalmente e usar broncodilatador de resgate algumas vezes por semana. Exame físico: FR = 22 irpm, Sat O2 92% ar ambiente, sibilos difusos. Realizou espirometria que mostra:•VEF1: 48% do previsto•Relação VEF1/CVF: 58%De acordo com o GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease), qual é a classificação deste paciente?
DPOC: VEF1 48% = GOLD 3. Sintomas diários + exacerbações = Grupo B.
A classificação GOLD para DPOC combina o grau de obstrução do fluxo aéreo (determinado pela espirometria) com a gravidade dos sintomas e o histórico de exacerbações. VEF1 entre 30% e 50% do previsto indica GOLD 3 (grave). Sintomas significativos (mMRC ≥ 2 ou CAT ≥ 10) e menos de 2 exacerbações/ano sem hospitalização classificam o paciente no Grupo B.
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alvéolos, geralmente causada por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é a principal ferramenta para estadiamento e direcionamento terapêutico. A classificação GOLD integra dois componentes principais: o grau de obstrução do fluxo aéreo, determinado pela espirometria pós-broncodilatador (VEF1), e a avaliação clínica do paciente, que considera a intensidade dos sintomas (usando escalas como mMRC ou CAT) e o histórico de exacerbações agudas. A relação VEF1/CVF < 0,70 confirma a obstrução, e o VEF1 percentual do previsto define a gravidade espirométrica (GOLD 1 a 4). Os grupos de risco (A, B, C, D) são cruciais para guiar o tratamento farmacológico. Pacientes com mais sintomas (CAT ≥ 10 ou mMRC ≥ 2) são classificados nos grupos B ou D. Pacientes com histórico de ≥ 2 exacerbações moderadas ou ≥ 1 exacerbação grave com hospitalização são classificados nos grupos C ou D. A combinação desses fatores permite uma abordagem terapêutica personalizada, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de exacerbações.
A gravidade da obstrução é classificada pelo VEF1 pós-broncodilatador: GOLD 1 (leve) VEF1 ≥ 80%, GOLD 2 (moderado) VEF1 50-79%, GOLD 3 (grave) VEF1 30-49%, e GOLD 4 (muito grave) VEF1 < 30% do previsto.
Os grupos são definidos pela frequência de exacerbações (0-1 sem hospitalização = baixo risco; ≥2 ou ≥1 com hospitalização = alto risco) e pela intensidade dos sintomas (CAT < 10 ou mMRC 0-1 = menos sintomático; CAT ≥ 10 ou mMRC ≥ 2 = mais sintomático).
O VEF1 de 48% o classifica como GOLD 3. Os sintomas diários (acordar à noite, broncodilatador de resgate algumas vezes por semana) indicam alta carga sintomática, e o histórico de exacerbações ocasionais sem internações recentes o coloca no grupo de baixo risco para exacerbações graves, resultando em Grupo B.
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