DPOC: Classificação GOLD e VEF1 no Estágio Moderado

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2021

Enunciado

Segundo os critérios de GOLD, a doença pulmonar obstrutiva crônica, considerada moderada, deve apresentar o volume expiratório final do primeiro segundo (VEF1):

Alternativas

  1. A) < 80%.
  2. B) < 50%.
  3. C) > 80%.
  4. D) > 50%.
  5. E) < 30%.

Pérola Clínica

DPOC moderada (GOLD 2) → VEF1 entre 50% e < 80% do previsto.

Resumo-Chave

A classificação GOLD para DPOC utiliza o VEF1 pós-broncodilatador para estadiar a gravidade da obstrução do fluxo aéreo. O estágio moderado (GOLD 2) é definido por um VEF1 entre 50% e menos de 80% do valor previsto, sendo crucial para guiar o manejo e prognóstico da doença.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição comum, prevenível e tratável, caracterizada por sintomas respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo devido a anormalidades das vias aéreas e/ou alveolares, geralmente causadas por exposição significativa a partículas ou gases nocivos. É uma das principais causas de morbimortalidade global, sendo crucial para o residente dominar seu diagnóstico e manejo. O diagnóstico da DPOC é confirmado pela espirometria, que demonstra uma relação VEF1/CVF (Capacidade Vital Forçada) pós-broncodilatador menor que 0,70. Após a confirmação da obstrução, a gravidade é classificada pelo VEF1 pós-broncodilatador de acordo com os critérios GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease). O estágio moderado (GOLD 2) é definido por um VEF1 entre 50% e menos de 80% do valor previsto, enquanto o estágio leve (GOLD 1) é VEF1 ≥ 80%, grave (GOLD 3) é VEF1 entre 30% e 49%, e muito grave (GOLD 4) é VEF1 < 30%. O estadiamento da DPOC, que inclui a avaliação do VEF1, sintomas e histórico de exacerbações, é fundamental para guiar as estratégias terapêuticas, que podem incluir broncodilatadores de longa ação (LABA, LAMA), corticosteroides inalatórios (CI), reabilitação pulmonar e, em casos avançados, oxigenoterapia ou cirurgia. O manejo adequado visa reduzir sintomas, diminuir o risco de exacerbações e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de VEF1 para cada estágio da DPOC segundo a GOLD?

O VEF1 pós-broncodilatador é usado para classificar a gravidade da obstrução: GOLD 1 (Leve) VEF1 ≥ 80%, GOLD 2 (Moderada) VEF1 50-79%, GOLD 3 (Grave) VEF1 30-49%, GOLD 4 (Muito Grave) VEF1 < 30%.

Por que a espirometria é fundamental no diagnóstico e estadiamento da DPOC?

A espirometria é o padrão-ouro para o diagnóstico da DPOC, confirmando a obstrução do fluxo aéreo (VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador) e permitindo o estadiamento da gravidade da obstrução pelo VEF1.

Além do VEF1, quais outros fatores são considerados na avaliação da DPOC pela GOLD?

Além do VEF1 para a gravidade da obstrução, a GOLD também considera o número de exacerbações e a intensidade dos sintomas (avaliados por questionários como CAT ou mMRC) para a classificação em grupos A, B, C e D, que guiam o tratamento.

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