DPOC: Classificação GOLD e Estadiamento de Gravidade

UEPA Revalida - Universidade do Estado do Pará — Prova 2023

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 67 anos, com história de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) há 2 anos, apresenta espirometria com FEV1 61% do previsto, com queixa de dispneia apenas aos grandes esforços, 9 pontos no escore CAT (COPD Assessment Test) e uma internação hospitalar devido à exacerbação no último ano com uso de antibioticoterapia e corticoide oral. De acordo com o GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease). A classificação e estadiamento do paciente são:

Alternativas

  1. A) GOLD 2, grupo A
  2. B) GOLD 2, grupo B
  3. C) GOLD 2, grupo C
  4. D) GOLD 3, grupo B
  5. E) GOLD 3, grupo C 

Pérola Clínica

DPOC: FEV1 50-80% = GOLD 2. CAT < 10 + 1 exacerbação/ano = Grupo C.

Resumo-Chave

A classificação GOLD para DPOC combina o grau de obstrução do fluxo aéreo (GOLD 1-4, baseado no FEV1) com a avaliação de sintomas (CAT ou mMRC) e histórico de exacerbações. O paciente com FEV1 61% é GOLD 2. Com CAT 9 (sintomas leves) e 1 exacerbação moderada/grave, ele se enquadra no grupo C.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, sendo uma das principais causas de morbimortalidade global. A Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) publica diretrizes anuais que são cruciais para o diagnóstico, avaliação e manejo da DPOC, fornecendo um framework padronizado para a prática clínica. A avaliação da DPOC pelo GOLD envolve a espirometria para determinar o grau de obstrução do fluxo aéreo (GOLD 1 a 4, baseado no FEV1) e uma análise combinada de sintomas e risco de exacerbações para categorizar o paciente em um dos grupos (A, B, C ou D). Essa abordagem multifacetada permite um tratamento mais individualizado e eficaz, visando reduzir sintomas e prevenir exacerbações. O estadiamento correto é fundamental para guiar as escolhas terapêuticas, que podem incluir broncodilatadores de longa ação (LABA, LAMA), corticosteroides inalatórios (CI) e reabilitação pulmonar. Compreender os critérios de classificação, como o escore CAT (COPD Assessment Test) e o histórico de exacerbações, é essencial para todos os profissionais de saúde que lidam com pacientes com DPOC, garantindo o melhor cuidado possível.

Perguntas Frequentes

Como a classificação GOLD para DPOC é determinada?

A classificação GOLD é determinada por dois componentes: o grau de obstrução do fluxo aéreo (GOLD 1-4, baseado no FEV1 pós-broncodilatador) e a avaliação de sintomas e risco de exacerbações (grupos A, B, C, D).

Quais são os critérios para classificar um paciente com DPOC nos grupos A, B, C ou D?

Os grupos são definidos pelo número de exacerbações no último ano (0-1 sem hospitalização = baixo risco; ≥2 ou ≥1 com hospitalização = alto risco) e pela intensidade dos sintomas (CAT < 10 ou mMRC 0-1 = menos sintomático; CAT ≥ 10 ou mMRC ≥ 2 = mais sintomático).

O que significa um FEV1 de 61% do previsto na classificação GOLD?

Um FEV1 entre 50% e 80% do previsto, após broncodilatador, classifica o paciente com DPOC no estágio GOLD 2, indicando obstrução moderada do fluxo aéreo.

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