Classificação GOLD na DPOC: Critérios Espirométricos de Gravidade

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente de 72 anos, ex-fumante de 40 anos-maço, apresenta dispneia progressiva nos últimos cinco anos, além de tosse crônica produtiva com escarro esbranquiçado. A dispneia, inicialmente leve, progrediu para o ponto em que o paciente sente dificuldade para realizar atividades do dia a dia, tais como tomar banho ou vestir-se. No exame físico, observa-se expiração prolongada, estertores finos nas bases pulmonares e leve cianose labial. Os sinais vitais estão estáveis, e não há outras comorbidades relevantes no momento. A espirometria revela um VEF1 de 40% do valor previsto e uma relação VEF1/CVF < 0,7, confirmando o diagnóstico de DPOC com obstrução significativa. Segundo a Global Initiative for Obstructive Lung Disease (GOLD) esse paciente pode ser classificado como:

Alternativas

  1. A) GOLD 1.
  2. B) GOLD 2.
  3. C) GOLD 3.
  4. D) GOLD 4.

Pérola Clínica

DPOC + VEF1 entre 30% e 49% do previsto = GOLD 3 (Obstrução Grave).

Resumo-Chave

A classificação GOLD para gravidade da obstrução baseia-se exclusivamente no VEF1 pós-broncodilatador em pacientes com relação VEF1/CVF < 0,7.

Contexto Educacional

A Global Initiative for Obstructive Lung Disease (GOLD) padroniza a avaliação da DPOC para guiar o manejo clínico. A espirometria é essencial para o diagnóstico e para a classificação da gravidade da limitação ao fluxo aéreo.\n\nNo caso apresentado, o paciente possui um VEF1 de 40%, o que o enquadra na categoria GOLD 3 (obstrução grave). Embora a espirometria não seja o único fator para decidir a terapia farmacológica, ela é um preditor importante de mortalidade e risco de exacerbações, além de ser fundamental para monitorar a progressão da doença em ex-fumantes com alta carga tabágica.

Perguntas Frequentes

Quais são os pontos de corte do VEF1 na classificação GOLD?

GOLD 1 (Leve): VEF1 ≥ 80%; GOLD 2 (Moderada): 50% ≤ VEF1 < 80%; GOLD 3 (Grave): 30% ≤ VEF1 < 50%; GOLD 4 (Muito Grave): VEF1 < 30%.

Como é feito o diagnóstico espirométrico da DPOC?

O diagnóstico é confirmado pela presença de uma relação VEF1/CVF < 0,70 após o uso de broncodilatador, indicando limitação persistente ao fluxo aéreo.

O VEF1 define sozinho o tratamento da DPOC?

Não. O VEF1 define a gravidade da obstrução, mas a escolha do tratamento depende da avaliação combinada que inclui o nível de sintomas (mMRC ou CAT) e o histórico de exacerbações.

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