DPOC GOLD 3B: Diagnóstico, Classificação e Tratamento Essencial

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2020

Enunciado

Mulher, 68 anos de idade, em tratamento regular para hipertensão e diabetes. Ex-tabagista há 1 ano (fumou 2 maços/dia desde os 17 anos de idade). Apresenta tosse com expectoração clara, nega internações prévias, mas queixa-se do companheiro, que ""caminha muito rápido"" enquanto ela precisa parar após poucos metros, por falta de ar. O resultado da espirometria encontra-se reproduzido a seguir. Indique a classificação e o tratamento adequado para a paciente, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Asma Grave, iniciar tiotrópio inalatório + controle de sintomas + diretivas antecipadas de vontade.
  2. B) GOLD 2A, iniciar budesonida inalatória+ vacina antigripal e pneumocócica + reabilitação pulmonar.
  3. C) Asma Moderada, iniciar formoterol e budesonida inalatórios + reabilitação pulmonar.
  4. D) GOLD 3B, iniciar tiotrópio inalatório + vacina antigripal e pneumocócica + reabilitação pulmonar.

Pérola Clínica

DPOC GOLD 3B = VEF1 30-50% + sintomas graves/exacerbações. Tratamento: LAMA + vacinas + reabilitação.

Resumo-Chave

A classificação GOLD para DPOC considera o VEF1 pós-broncodilatador e o nível de sintomas/risco de exacerbações. Um VEF1 entre 30-50% do previsto indica GOLD 3. A presença de dispneia significativa e histórico de tabagismo reforça a necessidade de tratamento com broncodilatadores de longa ação (LAMA/LABA), vacinação e reabilitação pulmonar.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, frequentemente associada ao tabagismo. A classificação GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) é a ferramenta padrão para estadiamento e guia de tratamento. Ela combina a gravidade da obstrução do fluxo aéreo (avaliada pela espirometria, especificamente o VEF1 pós-broncodilatador) com a avaliação dos sintomas e o risco de exacerbações. Um VEF1 entre 30% e 50% do previsto classifica o paciente como GOLD 3. O grupo B ou D é definido pela presença de mais sintomas ou exacerbações. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas e parênquima pulmonar, levando à limitação do fluxo aéreo e enfisema. O diagnóstico é confirmado pela espirometria, que mostra uma relação VEF1/CVF < 0,70 pós-broncodilatador. No caso apresentado, a paciente, ex-tabagista com dispneia significativa, provavelmente se enquadra em um grupo de maior sintomatologia (B ou D), e um VEF1 de 30-50% a colocaria em GOLD 3B ou 3D. O tratamento da DPOC é multifacetado e visa aliviar sintomas, reduzir o risco de exacerbações e melhorar a qualidade de vida. Para GOLD 3B, a terapia farmacológica inclui broncodilatadores de longa ação (LAMA, como tiotrópio, ou LABA). Além disso, a vacinação contra influenza e pneumococo é crucial para prevenir infecções respiratórias, e a reabilitação pulmonar é uma intervenção não farmacológica de alto impacto, melhorando a capacidade funcional e a dispneia. A cessação do tabagismo é a medida mais importante para retardar a progressão da doença.

Perguntas Frequentes

Como é classificada a DPOC segundo o GOLD?

A DPOC é classificada pela espirometria (VEF1 pós-broncodilatador) em GOLD 1 a 4, e pelo nível de sintomas e risco de exacerbações em grupos A, B, C ou D, resultando em classificações como GOLD 2B ou 3D.

Qual o tratamento inicial para um paciente com DPOC GOLD 3B?

Para GOLD 3B, o tratamento inclui broncodilatadores de longa ação (LAMA, como tiotrópio, ou LABA), vacinação (influenza e pneumocócica), reabilitação pulmonar e cessação do tabagismo. Corticosteroides inalatórios são considerados em casos de exacerbações frequentes.

Qual a importância da reabilitação pulmonar na DPOC?

A reabilitação pulmonar é fundamental para melhorar a capacidade de exercício, reduzir a dispneia, aumentar a qualidade de vida e diminuir as hospitalizações em pacientes com DPOC, complementando o tratamento farmacológico.

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