Gestação Gemelar: Classificação por Corionicidade e Zigoticidade

Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente primigesta, com idade gestacional de 6 semanas, vem à Medicina Fetal para a realização do primeiro ultrassom da gestação. À imagem, identificados um saco gestacional com duas vesículas vitelínicas e 2 embriões.De acordo com o caso, assinale a alternativa que apresenta as classificações corretas.

Alternativas

  1. A) Gestação gemelar dicoriônica e monozigótica.
  2. B) Gestação gemelar dicoriônica e dizigótica.
  3. C) Gestação gemelar dicoriônica e diamniótica.
  4. D) Gestação gemelar monocoriônica e monozigótica.
  5. E) Gestação gemelar monocoriônica e dizigótica.

Pérola Clínica

Um saco gestacional com 2 vesículas vitelínicas e 2 embriões → gestação monocoriônica e monozigótica.

Resumo-Chave

A classificação da gestação gemelar pela corionicidade e amnionicidade é crucial para o manejo e prognóstico. A identificação de um único saco gestacional com dois embriões e duas vesículas vitelínicas sugere uma gestação monocoriônica, que quase sempre é monozigótica, pois a divisão do zigoto ocorreu após a formação do cório.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é uma condição que exige atenção especial devido ao aumento dos riscos maternos e fetais. A classificação precoce da gestação gemelar, principalmente em relação à corionicidade (número de placentas ou córios) e amnionicidade (número de âmnios), é um pilar fundamental para o manejo obstétrico e para a previsão de complicações. A ultrassonografia no primeiro trimestre é a ferramenta diagnóstica essencial para essa classificação. A corionicidade determina o compartilhamento placentário e, consequentemente, o risco de complicações específicas. Gestações dicoriônicas (duas placentas) são geralmente menos complexas que as monocoriônicas (uma placenta), que estão associadas a riscos como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF), restrição de crescimento seletiva e anomalias congênitas. A zigoticidade (monozigótica ou dizigótica) refere-se à origem dos gêmeos (um ou dois zigotos) e, embora a monocorionicidade implique quase sempre monozigoticidade, a dicorionicidade pode ser tanto monozigótica quanto dizigótica. A identificação de um único saco gestacional com duas vesículas vitelínicas e dois embriões é um forte indicativo de gestação monocoriônica diamniótica, que se origina de um único zigoto que se dividiu entre o 4º e o 8º dia pós-fertilização. O manejo dessas gestações requer vigilância intensificada e acompanhamento especializado para otimizar os resultados maternos e perinatais.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da corionicidade na gestação gemelar?

A corionicidade é o fator mais importante para determinar o prognóstico e o manejo da gestação gemelar, pois gestações monocoriônicas apresentam maior risco de complicações específicas, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (STFF) e restrição de crescimento seletiva.

Como diferenciar gestação monocoriônica de dicoriônica no ultrassom?

No ultrassom, a gestação dicoriônica é caracterizada pela presença de dois sacos gestacionais distintos e o sinal do "lambda" (ou "twin peak sign") na inserção da membrana intergemelar na placenta. A monocoriônica apresenta um único saco gestacional e o sinal do "T" na inserção da membrana.

Uma gestação monocoriônica é sempre monozigótica?

Sim, quase sempre. A gestação monocoriônica ocorre quando um único zigoto se divide após a formação do cório (entre o 4º e 8º dia pós-fertilização), resultando em gêmeos idênticos (monozigóticos) que compartilham a mesma placenta.

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