HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2020
Sobre gestação gemelar assinale a alternativa falsa:
Gestações dizigóticas são SEMPRE dicoriônicas/diamnióticas; monozigóticas variam em corionicidade/amnionicidade.
A maioria das gestações gemelares (cerca de 70-75%) é dizigótica, e estas são sempre dicoriônicas e diamnióticas. As gestações monozigóticas, que representam 25-30%, podem ser dicoriônicas/diamnióticas, monocoriônicas/diamnióticas ou monocoriônicas/monoamnióticas, dependendo do momento da divisão.
A gestação gemelar é um tema de grande relevância na obstetrícia devido ao maior risco de complicações maternas e fetais. A classificação quanto à zigoticidade (monozigótica ou dizigótica) e, principalmente, quanto à corionicidade e amnionicidade, é fundamental para o manejo e prognóstico. As gestações dizigóticas, que são a maioria (70-75%), resultam da fertilização de dois óvulos e são sempre dicoriônicas e diamnióticas. As gestações monozigóticas (25-30%) resultam da divisão de um único zigoto e sua corionicidade/amnionicidade depende do momento da divisão. Se a divisão ocorre nos primeiros 3 dias pós-fertilização, será dicoriônica/diamniótica. Se entre o 4º e 8º dia, monocoriônica/diamniótica (mais comum). Se entre o 9º e 12º dia, monocoriônica/monoamniótica. Após o 13º dia, pode resultar em gêmeos unidos. As complicações variam com a corionicidade. Gestações dicoriônicas, embora com riscos aumentados de prematuridade e restrição de crescimento, são menos complexas que as monocoriônicas. Nestas últimas, o compartilhamento placentário pode levar a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), Restrição de Crescimento Intrauterino Seletiva (RCIU-s) e outras interconexões vasculares, exigindo monitoramento intensivo e intervenções específicas. A mortalidade materna em gestações gemelares é de fato maior que em gestações únicas.
A gestação dizigótica resulta da fertilização de dois óvulos por dois espermatozoides, sendo sempre dicoriônica e diamniótica. A monozigótica resulta da divisão de um único zigoto, podendo ser dicoriônica/diamniótica, monocoriônica/diamniótica ou monocoriônica/monoamniótica.
As gestações monocoriônicas compartilham a mesma placenta, o que as predispõe a complicações graves como a Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), Restrição de Crescimento Intrauterino Seletiva (RCIU-s) e anomalias congênitas.
Sim, as gestações dizigóticas são sempre dicoriônicas e diamnióticas, pois cada feto se desenvolve a partir de um óvulo fertilizado diferente, com sua própria placenta e saco amniótico.
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