Gestação Gemelar: Classificação e Sinal do Lâmbda na USG

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023

Enunciado

G.J.N., 36 anos, GII PI 1C (há 3 anos) A0, deu entrada no PSO com queixa de dor em hipogástrio. IG de 20 semanas por usg prévio. Gestação gemelar, porém, de corionicidade desconhecida. Submetida à ultrassonografia após o primeiro atendimento. Imagem da placenta identificada, conforme ilustração a seguir.De acordo com a imagem, assinale a classificação correta da gestação gemelar e o sinal identificado.

Alternativas

  1. A) Dicoriônica e monoamniótica, sinal do T.
  2. B) Dicoriônica e diamniótica, sinal do Lâmbda.
  3. C) Monocoriônica e monoamniótica, sem sinal do T ou do Lâmbda.
  4. D) Monocoriônica e diamniótica, sinal do T.
  5. E) Monocoriônica e triamniótica, sinal do T.

Pérola Clínica

Sinal do Lâmbda (Lambda sign) na USG = gestação dicoriônica diamniótica, indicando septo interamniótico espesso.

Resumo-Chave

O sinal do Lâmbda, ou "twin peak sign", é característico de gestações dicoriônicas e diamnióticas, indicando que o septo interamniótico é composto por quatro camadas. Sua identificação precoce é crucial para o manejo e prognóstico, pois gestações dicoriônicas têm menor risco de complicações específicas.

Contexto Educacional

A gestação gemelar é uma condição que exige atenção especial devido ao aumento dos riscos maternos e fetais. A classificação da gestação gemelar em relação à corionicidade (número de placentas) e amnionicidade (número de bolsas amnióticas) é o fator prognóstico mais importante, determinando o tipo e a frequência do acompanhamento pré-natal. Gestações dicoriônicas-diamnióticas, embora ainda de risco, são as que apresentam o melhor prognóstico entre as gestações gemelares, com menor incidência de complicações graves específicas. O diagnóstico da corionicidade e amnionicidade é realizado principalmente por ultrassonografia. O sinal do Lâmbda, também conhecido como "twin peak sign", é um achado ultrassonográfico que indica uma gestação dicoriônica-diamniótica. Ele é caracterizado pela projeção do tecido coriônico em forma de triângulo na base do septo interamniótico, onde ele se insere na placenta. Este sinal é mais facilmente identificável no primeiro trimestre, mas pode ser visualizado em idades gestacionais mais avançadas, embora com menor acurácia. A identificação precoce da corionicidade e amnionicidade permite um planejamento adequado do pré-natal, com monitoramento específico para as complicações associadas a cada tipo de gestação gemelar. Gestações monocoriônicas, por exemplo, exigem vigilância mais rigorosa para síndrome de transfusão feto-fetal, restrição de crescimento seletiva e outras intercorrências. O conhecimento desses sinais ultrassonográficos é fundamental para o residente em Ginecologia e Obstetrícia.

Perguntas Frequentes

Qual a importância de determinar a corionicidade e amnionicidade em gestações gemelares?

A determinação precoce é crucial para o manejo da gestação, pois gestações monocoriônicas apresentam maior risco de complicações específicas, como síndrome de transfusão feto-fetal (STFF) e restrição de crescimento seletiva, exigindo monitoramento mais rigoroso.

Como o sinal do Lâmbda se diferencia do sinal do T na ultrassonografia?

O sinal do Lâmbda (ou "twin peak sign") é característico de gestações dicoriônicas, onde o septo interamniótico é espesso e se insere na placenta em forma de triângulo. O sinal do T é visto em gestações monocoriônicas, com um septo fino que se insere perpendicularmente na placenta.

Em que idade gestacional é ideal avaliar a corionicidade e amnionicidade?

A avaliação é mais precisa no primeiro trimestre, idealmente entre 11 e 14 semanas, pois o septo interamniótico é mais visível e as características placentárias são mais distintas, facilitando a diferenciação entre os tipos de gestação gemelar.

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