HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Uma mulher teve 3 partos, sendo que 1 foi gemelar e atualmente está grávida de gêmeos novamente. Todos partos foram por via vaginal. Esta gestação foi por transferência de embriões (em número de 2). Em face a essas informações, é correto afirmar que a mulher é
Gesta = nº gestações (inclui atual); Para = nº partos >20 semanas (conta cada evento, não nº fetos).
A classificação obstétrica Gesta-Para considera o número total de gestações (Gesta) e o número de partos que atingiram 20 semanas ou mais (Para), independentemente do número de fetos em cada parto. Em gestações resultantes de transferência de dois embriões, a gestação é sempre dizigótica e, consequentemente, dicoriônica e diamniótica, pois cada embrião se desenvolve de um zigoto diferente com sua própria placenta e saco amniótico.
A classificação obstétrica Gesta-Para é uma ferramenta fundamental na prática clínica para resumir o histórico reprodutivo de uma mulher. 'Gesta' refere-se ao número total de gestações, incluindo a atual, independentemente do desfecho. 'Para' indica o número de partos que atingiram 20 semanas ou mais de gestação, contando cada evento de parto como um, mesmo em casos de gestações múltiplas. Essa distinção é crucial para a avaliação de riscos e planejamento do cuidado pré-natal. No contexto de gestações gemelares, a corionicidade e a amnioticidade são aspectos de extrema importância para o manejo e prognóstico. Gestações dizigóticas, que resultam da fertilização de dois óvulos diferentes, são sempre dicoriônicas e diamnióticas, ou seja, cada feto possui sua própria placenta e seu próprio saco amniótico. Isso é o que ocorre tipicamente em gestações resultantes da transferência de dois embriões em técnicas de reprodução assistida. Por outro lado, gestações monozigóticas (originadas de um único óvulo fertilizado) podem ser monocoriônicas ou dicoriônicas, dependendo do momento da clivagem do zigoto. A gestação dicoriônica e diamniótica, seja dizigótica ou monozigótica, apresenta menos riscos de complicações específicas de gestações múltiplas do que a monocoriônica, que exige um acompanhamento mais rigoroso devido ao risco de síndrome de transfusão feto-fetal e outras intercorrências. O entendimento preciso dessas classificações é vital para o residente de obstetrícia.
A classificação Gesta-Para é calculada da seguinte forma: 'Gesta' é o número total de gestações que a mulher teve, incluindo a atual. 'Para' é o número de partos que atingiram 20 semanas ou mais de gestação, contando cada evento de parto, não o número de fetos nascidos.
A gestação monocoriônica ocorre quando há uma única placenta para ambos os fetos, o que aumenta o risco de complicações como a síndrome de transfusão feto-fetal. A gestação dicoriônica ocorre quando cada feto tem sua própria placenta, sendo mais comum em gestações dizigóticas ou em gestações monozigóticas com clivagem precoce.
Sim, uma gestação resultante da transferência de dois embriões é sempre dizigótica (bivitelina), pois cada embrião se origina de um óvulo diferente fertilizado por um espermatozoide diferente. Consequentemente, essas gestações são dicoriônicas e diamnióticas, pois cada zigoto se implanta e desenvolve sua própria placenta e saco amniótico.
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