CEOQ - Centro Especializado Oftalmológico Queiroz (BA) — Prova 2021
Pela classificação de Forrest, um paciente com hemorragia digestiva, que apresente um coágulo recente, sem sangramento ativo, sem visualização do coto vascular é classificado em:
Coágulo recente sem sangramento ativo, sem coto vascular = Forrest IIB.
A classificação de Forrest é crucial para avaliar o risco de ressangramento em pacientes com hemorragia digestiva alta. Um coágulo recente aderido à lesão, sem sangramento ativo e sem visualização de coto vascular, é classificado como Forrest IIB, indicando um risco intermediário de ressangramento.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, com úlceras pépticas sendo a causa mais frequente. A endoscopia digestiva alta é o pilar diagnóstico e terapêutico, permitindo a visualização direta da lesão e a aplicação de métodos hemostáticos. A classificação de Forrest é uma ferramenta prognóstica essencial para avaliar o risco de ressangramento. A classificação de Forrest categoriza as lesões de acordo com os achados endoscópicos, variando de sangramento ativo (Forrest I) a estigmas de sangramento recente (Forrest II) e base limpa (Forrest III). Um coágulo recente aderido à base da úlcera, sem sangramento ativo, é classificado como Forrest IIB. Esse achado indica que houve sangramento e que o coágulo pode se desprender, levando a um novo episódio hemorrágico. O manejo de uma lesão Forrest IIB geralmente envolve a remoção do coágulo e a aplicação de terapia endoscópica (ex: injeção de adrenalina, clipagem, coagulação térmica) na base da úlcera para reduzir o risco de ressangramento. Além disso, a terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses é fundamental para promover a cicatrização da úlcera e prevenir novos episódios.
A classificação de Forrest divide as lesões em I (sangramento ativo: IA em jato, IB em babação), II (sinais de sangramento recente: IIA vaso visível, IIB coágulo aderido, IIC mancha escura) e III (base limpa).
Ela é fundamental para estratificar o risco de ressangramento e guiar a conduta terapêutica, indicando quais lesões necessitam de intervenção endoscópica imediata e quais podem ser manejadas de forma mais conservadora.
Embora o sangramento não seja ativo, a presença de um coágulo aderido (Forrest IIB) ainda confere um risco significativo de ressangramento. A conduta geralmente envolve a remoção do coágulo e tratamento endoscópico da base da úlcera para reduzir esse risco.
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