Classificação de Forrest: Hemorragia Digestiva Alta

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Durante endoscopia realizada em um paciente com sangramento gastrointestinal agudo, uma úlcera é identificada. O sistema de classificação comumente utilizado para descrever essa úlcera de acordo com a gravidade do sangramento é a classificação de:

Alternativas

  1. A) Forrest.
  2. B) Rockall.
  3. C) Blatchford.
  4. D) Glasgow-Blatchford.
  5. E) Johnson-Lapidus.

Pérola Clínica

Classificação de Forrest → Estadiamento endoscópico de úlceras pépticas e predição de risco de ressangramento.

Resumo-Chave

A classificação de Forrest é a ferramenta endoscópica padrão para estratificar o risco de ressangramento de úlceras, orientando se o paciente precisa de intervenção imediata ou alta precoce.

Contexto Educacional

A Classificação de Forrest é um pilar no manejo da Hemorragia Digestiva Alta (HDA) não varicosa. Ela permite ao endoscopista comunicar objetivamente a gravidade da lesão e decidir a intervenção. Lesões de alto risco (Forrest I e IIa) devem receber terapia combinada (ex: adrenalina + método térmico ou mecânico) e observação hospitalar rigorosa com IBP em dose alta. Por outro lado, pacientes com úlceras Forrest III apresentam um risco de ressangramento inferior a 5%, permitindo, em muitos casos, a transição para dieta oral e alta hospitalar precoce com tratamento ambulatorial. A correta aplicação desta classificação reduz tanto a mortalidade por sangramentos não tratados quanto o tempo de internação desnecessário.

Perguntas Frequentes

O que significam os graus I, II e III na classificação de Forrest?

Forrest I indica sangramento ativo (Ia: em jato; Ib: 'babando'). Forrest II indica estigmas de sangramento recente (IIa: vaso visível; IIb: coágulo aderido; IIc: mancha pigmentada). Forrest III indica úlcera com base limpa, sem sinais de sangramento recente.

Quais graus de Forrest exigem tratamento endoscópico?

O tratamento endoscópico é obrigatório para Forrest Ia, Ib e IIa, pois apresentam alto risco de ressangramento (até 90% para Ia). Para Forrest IIb (coágulo aderido), a conduta é controversa, mas frequentemente recomenda-se a remoção do coágulo para tratar o vaso subjacente. Forrest IIc e III geralmente não requerem terapia endoscópica.

Qual a diferença entre Forrest e o escore de Glasgow-Blatchford?

A classificação de Forrest é puramente endoscópica, baseada na visualização direta da úlcera. O escore de Glasgow-Blatchford é clínico/laboratorial, utilizado antes da endoscopia para identificar pacientes de baixo risco que podem ser manejados ambulatorialmente sem necessidade de EDA urgente.

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