ENARE/ENAMED — Prova 2025
Durante endoscopia realizada em um paciente com sangramento gastrointestinal agudo, uma úlcera é identificada. O sistema de classificação comumente utilizado para descrever essa úlcera de acordo com a gravidade do sangramento é a classificação de:
Classificação de Forrest → Estadiamento endoscópico de úlceras pépticas e predição de risco de ressangramento.
A classificação de Forrest é a ferramenta endoscópica padrão para estratificar o risco de ressangramento de úlceras, orientando se o paciente precisa de intervenção imediata ou alta precoce.
A Classificação de Forrest é um pilar no manejo da Hemorragia Digestiva Alta (HDA) não varicosa. Ela permite ao endoscopista comunicar objetivamente a gravidade da lesão e decidir a intervenção. Lesões de alto risco (Forrest I e IIa) devem receber terapia combinada (ex: adrenalina + método térmico ou mecânico) e observação hospitalar rigorosa com IBP em dose alta. Por outro lado, pacientes com úlceras Forrest III apresentam um risco de ressangramento inferior a 5%, permitindo, em muitos casos, a transição para dieta oral e alta hospitalar precoce com tratamento ambulatorial. A correta aplicação desta classificação reduz tanto a mortalidade por sangramentos não tratados quanto o tempo de internação desnecessário.
Forrest I indica sangramento ativo (Ia: em jato; Ib: 'babando'). Forrest II indica estigmas de sangramento recente (IIa: vaso visível; IIb: coágulo aderido; IIc: mancha pigmentada). Forrest III indica úlcera com base limpa, sem sinais de sangramento recente.
O tratamento endoscópico é obrigatório para Forrest Ia, Ib e IIa, pois apresentam alto risco de ressangramento (até 90% para Ia). Para Forrest IIb (coágulo aderido), a conduta é controversa, mas frequentemente recomenda-se a remoção do coágulo para tratar o vaso subjacente. Forrest IIc e III geralmente não requerem terapia endoscópica.
A classificação de Forrest é puramente endoscópica, baseada na visualização direta da úlcera. O escore de Glasgow-Blatchford é clínico/laboratorial, utilizado antes da endoscopia para identificar pacientes de baixo risco que podem ser manejados ambulatorialmente sem necessidade de EDA urgente.
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