UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
O atendimento inicial adequado às hemorragias digestivas é fundamental para o bom prognóstico do paciente. As decisões diagnósticas e o tratamento clínico-endoscópico deve ser realizado da melhor forma possível para melhorar a morbimortalidade dos sangramentos gastrointestinais, visto que apenas 5 a 10% dos pacientes necessitarão de abordagem cirúrgica. A classificação de Forrest das hemorragias por doença ulcerosa péptica foi desenvolvida para avaliar a lesão e o tipo de tratamento endoscópico e, também, para estratificar o risco de ressangramento. Sobre o exposto, assinale a alternativa CORRETA.
Classificação de Forrest: Ia, Ib, IIa (sangramento ativo/vaso visível) → alto risco de ressangramento, indicação de terapia endoscópica.
A classificação de Forrest estratifica o risco de ressangramento em úlceras pépticas. As lesões Forrest Ia (sangramento em jato), Ib (sangramento em babação) e IIa (vaso visível não sangrante) são consideradas de alto risco e têm indicação formal de terapia endoscópica para hemostasia.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, com úlceras pépticas sendo a causa mais frequente. O atendimento inicial adequado, incluindo estabilização hemodinâmica e endoscopia digestiva alta precoce, é fundamental para o prognóstico do paciente. A endoscopia não apenas diagnostica a causa, mas também permite a estratificação do risco de ressangramento e a realização de terapia hemostática. A classificação de Forrest é uma ferramenta crucial utilizada durante a endoscopia para descrever os achados em úlceras pépticas sangrantes e estratificar o risco de ressangramento, guiando a decisão terapêutica. Ela divide as lesões em: Forrest Ia (sangramento em jato), Ib (sangramento em babação), IIa (vaso visível não sangrante), IIb (coágulo aderente), IIc (mancha escura/hematina) e III (fundo limpo). As lesões classificadas como Forrest Ia, Ib e IIa são consideradas de alto risco para ressangramento e têm indicação formal de terapia endoscópica para hemostasia (ex: injeção de adrenalina, clipes, coagulação térmica). O Forrest IIb (coágulo aderente) tem risco intermediário e geralmente requer remoção do coágulo para avaliação da base e, se necessário, tratamento. As lesões Forrest IIc e III (fundo limpo) têm baixo risco de ressangramento e geralmente não necessitam de terapia endoscópica, mas sim de tratamento clínico com inibidores de bomba de prótons. Compreender essa classificação é vital para a tomada de decisão clínica e para a preparação para provas de residência.
Forrest Ia (sangramento em jato), Ib (sangramento em babação), IIa (vaso visível não sangrante), IIb (coágulo aderente), IIc (mancha escura/hematina) e III (fundo limpo). Indicam o risco de ressangramento e a necessidade de intervenção.
Embora não esteja sangrando ativamente no momento da endoscopia, a presença de um vaso visível indica que a úlcera erodiu um vaso sanguíneo maior, com alto potencial de ressangramento se não for tratado.
O coágulo aderente tem um risco intermediário de ressangramento. A conduta ideal é tentar removê-lo para avaliar a base da úlcera; se houver sangramento ativo ou vaso visível, realizar terapia endoscópica. Se o coágulo não puder ser removido ou se a base for limpa, o tratamento pode ser conservador.
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