FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente com hemorragia digesta alta realiza uma endoscopia de urgência, que revela uma úlcera com sinais de sangramento recente. Na base da lesão, nota‑se coto vascular visível. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a classificação utilizada nesse caso, bem como a taxa e o risco de ressangramento, respectivamente.
HDA: Coto vascular visível = Forrest IIa → alto risco de ressangramento (~43%).
A classificação de Forrest é crucial para determinar o risco de ressangramento em hemorragias digestivas altas. Um coto vascular visível (Forrest IIa) indica um risco muito elevado de ressangramento, exigindo tratamento endoscópico agressivo para prevenir novas hemorragias.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, sendo as úlceras pépticas a causa mais frequente. A classificação de Forrest é uma ferramenta endoscópica essencial para estratificar o risco de ressangramento e guiar a conduta terapêutica. Ela categoriza as lesões de acordo com os achados visuais na endoscopia, desde sangramento ativo até lesões sem sinais de sangramento. A presença de um coto vascular visível (Forrest IIa) indica um vaso sanguíneo exposto na base da úlcera que, embora não esteja sangrando ativamente no momento da endoscopia, possui um risco substancialmente elevado de ressangramento. Este risco pode chegar a 40-50%, tornando a intervenção endoscópica imediata crucial para prevenir complicações graves. O tratamento endoscópico para lesões Forrest IIa geralmente envolve a aplicação de métodos hemostáticos, como injeção de adrenalina, colocação de clipes endoscópicos ou coagulação térmica. Além disso, a terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses é fundamental para promover a cicatrização da úlcera e reduzir ainda mais o risco de ressangramento. O manejo adequado dessas lesões melhora significativamente o prognóstico do paciente.
Um coto vascular visível (Forrest IIa) é um vaso sanguíneo exposto na base de uma úlcera que não está sangrando ativamente, mas representa um alto risco de ressangramento.
Úlceras classificadas como Forrest IIa têm um risco de ressangramento de aproximadamente 40-50%, sendo um dos maiores riscos entre as lesões com sinais de sangramento recente.
A conduta para uma úlcera Forrest IIa é o tratamento endoscópico com métodos hemostáticos (ex: injeção de epinefrina, clipes, coagulação térmica) para reduzir o risco de ressangramento.
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