Hemorragia Digestiva Alta: Manejo da Úlcera Forrest IIa

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 55 anos é admitido na sala de urgência devido à hematêmese volumosa há 2 horas, presenciada por familiares. Associou-se a sintomas de melena e hipotensão. Na admissão, apresentava PA: 90x50 mmHg, FC: 118 bpm e hemoglobina de 7,8 mg/dL. O cirurgião iniciou medidas de reanimação com solução cristaloide, terapia medicamentosa com omeprazol intravenoso em dose plena e solicitação de transfusão de hemocomponentes. Após cerca de 24 horas da admissão, foi realizada endoscopia digestiva alta que revelou úlcera duodenal, na parede posterior, com presença de vasos visíveis. O endoscopista classificou a lesão como Forrest IIa. Foram realizadas terapia com adrenalina e aplicação de um clipe hemostático sobre o coto vascular. Com base nas diretrizes do manejo da hemorragia digestiva e na classificação de Forrest, avalie a conduta realizada:

Alternativas

  1. A) A lesão Forrest IIa é considerada de baixo risco, não havendo indicação de terapia endoscópica.
  2. B) A conduta do endoscopista foi adequada, pois trata- -se de uma lesão de alto risco para ressangramento e requer tratamento endoscópico.
  3. C) A conduta foi arriscada, pois, em casos de hemorragia exteriorizada por hematêmese, a conduta mais adequada é a realização de endoscopia digestiva alta em, no máximo, 4 horas da admissão.
  4. D) A conduta foi excessiva. Como o sangramento já havia cessado, o tratamento endoscópico poderia ter sido realizado com injeção de adrenalina em monoterapia.
  5. E) A conduta foi adequada, mas deve-se proceder com um novo exame (second look) após 12 horas, para confirmar a eficácia da terapia endoscópica.

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