Úlcera Duodenal Forrest IIa: Risco e Conduta Endoscópica

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 45 anos, hipertenso e diabético insulinodependente, dá entrada na unidade de emergência devido à queixa de hematêmese franca associada à lipotimia. Após período de estabilização é submetido à endoscopia digestiva alta (EDA) que revela úlcera duodenal ativa Forrest IIa. Assinale a alternativa que correlaciona a sua descrição endoscópica, a conduta mais adequada e o seu grau de risco para ressangramento.

Alternativas

  1. A) Sangramento ativo não pulsátil – clipe hemostático – alto risco.
  2. B) Vaso visível não sangrante – eletrocoagulação bipolar – alto risco.
  3. C) Vaso visível não sangrante – adrenalina – baixo risco.
  4. D) Úlcera com coágulo aderente – clipe hemostático – baixo risco.
  5. E) Úlcera de fundo hematínico – eletrocoagulação monopolar – alto risco.

Pérola Clínica

Úlcera Forrest IIa = vaso visível não sangrante → alto risco de ressangramento, conduta endoscópica (ex: eletrocoagulação).

Resumo-Chave

A classificação de Forrest é crucial para determinar o risco de ressangramento e a conduta em hemorragias digestivas altas. Forrest IIa indica um vaso visível não sangrante, que, apesar de não estar sangrando ativamente, confere um alto risco de ressangramento e exige intervenção endoscópica para prevenir novas hemorragias.

Contexto Educacional

A classificação de Forrest é uma ferramenta prognóstica essencial na avaliação endoscópica de pacientes com hemorragia digestiva alta de origem não varicosa, como as úlceras pépticas. Ela categoriza os achados endoscópicos em relação ao risco de ressangramento e orienta a conduta terapêutica. A úlcera duodenal Forrest IIa, caracterizada pela presença de um vaso visível não sangrante, é um estigma de alto risco. A presença de um vaso visível, mesmo que não esteja sangrando ativamente, indica uma lesão com potencial significativo para ressangrar. A fisiopatologia envolve a exposição de um vaso sanguíneo na base da úlcera, que pode ser erodido e sangrar novamente. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta e a classificação da lesão. O tratamento para úlceras Forrest IIa é a terapia endoscópica hemostática, que pode incluir injeção de adrenalina, eletrocoagulação (bipolar ou multipolar), aplicação de clipes ou terapia combinada. O objetivo é coagular ou ocluir o vaso para prevenir o ressangramento. Além da terapia endoscópica, o paciente deve receber inibidores de bomba de prótons (IBP) em alta dose.

Perguntas Frequentes

O que significa uma úlcera duodenal Forrest IIa?

Uma úlcera duodenal Forrest IIa significa a presença de um vaso visível não sangrante no leito da úlcera. Embora não haja sangramento ativo no momento da endoscopia, este achado indica um alto risco de ressangramento.

Qual a conduta mais adequada para uma úlcera Forrest IIa?

A conduta mais adequada para uma úlcera Forrest IIa é a terapia endoscópica hemostática, como a eletrocoagulação bipolar, injeção de adrenalina ou aplicação de clipes, para obliterar o vaso e reduzir o risco de ressangramento.

Qual o risco de ressangramento de uma úlcera Forrest IIa?

Uma úlcera Forrest IIa é considerada de alto risco para ressangramento, com taxas que podem variar de 40% a 50% se não tratada. Por isso, a intervenção endoscópica é fundamental.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo