UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
A endoscopia digestiva alta é uma ferramenta poderosa para o manejo da hemorragia digestiva alta. Existe uma classificação endoscópica para essas hemorragias. A presença de “vaso visível” sem sangramento corresponde a:
Forrest IIA = vaso visível não sangrante; alto risco de ressangramento, exige tratamento endoscópico.
A classificação de Forrest é crucial para estratificar o risco de ressangramento em pacientes com hemorragia digestiva alta de origem não varicosa. Um vaso visível não sangrante (Forrest IIA) indica um alto risco de ressangramento (cerca de 50%) e, portanto, requer intervenção endoscópica para prevenir novos episódios hemorrágicos.
A hemorragia digestiva alta (HDA) é uma emergência médica comum, e a endoscopia digestiva alta (EDA) é a ferramenta diagnóstica e terapêutica primordial. A classificação de Forrest é um sistema padronizado e amplamente utilizado para descrever os achados endoscópicos em úlceras pépticas sangrantes, permitindo estratificar o risco de ressangramento e guiar a conduta terapêutica. Compreender essa classificação é fundamental para o manejo adequado dos pacientes com HDA. A presença de um 'vaso visível' sem sangramento ativo corresponde à categoria Forrest IIA. Este achado é de extrema importância clínica, pois indica um alto risco de ressangramento, que pode chegar a 50-60% se não for tratado. Embora não haja sangramento ativo no momento da endoscopia, a exposição do vaso sanguíneo sugere que a úlcera é profunda e que o vaso está vulnerável a novas erosões ou rompimentos. Para residentes, é crucial memorizar a classificação de Forrest e suas implicações. As categorias de alto risco (Forrest Ia, Ib e IIa) exigem intervenção endoscópica imediata, como injeção de adrenalina, clipagem ou coagulação térmica, para prevenir o ressangramento. As categorias de baixo risco (Forrest IIc e III) geralmente não necessitam de tratamento endoscópico adicional, embora a terapia farmacológica (inibidores de bomba de prótons) seja mantida. A correta identificação dos estigmas de sangramento é um pilar no manejo da HDA e na redução da morbimortalidade.
A classificação de Forrest é um sistema endoscópico utilizado para estratificar o risco de ressangramento em pacientes com úlcera péptica sangrante, guiando a conduta terapêutica.
Um vaso visível não sangrante (Forrest IIA) indica um alto risco de ressangramento (aproximadamente 50-60%), sendo um estigma que exige tratamento endoscópico imediato para prevenir uma nova hemorragia.
As principais categorias incluem: Ia (sangramento em jato), Ib (sangramento em babação), IIa (vaso visível não sangrante), IIb (coágulo aderido), IIc (mancha hemática plana) e III (base de úlcera limpa sem estigmas).
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