PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Homem, 45 anos, tabagista, não etilista, não usuário de AINEs, com 4 episódios de melena nas últimas 12h, estável do ponto de vista hemodinâmico. Submetido a endoscopia digestiva alta que revelou úlcera gástrica antral de 1 cm em parede posterior com sinais inflamatórios, bordas arredondadas e fundo com presença de coagulos aderidos, sem sangramento ativo. Com relação à classificação de Forrest da lesão e conduta recomendada durante a endoscopia temos:
Úlcera com coágulo aderido (Forrest IIb) → alto risco de ressangramento → hemostasia endoscópica.
A classificação de Forrest é crucial para determinar o risco de ressangramento e a necessidade de intervenção endoscópica. Um coágulo aderido (Forrest IIb) indica um risco significativo de ressangramento, justificando a hemostasia endoscópica para prevenir complicações.
O sangramento digestivo alto (SDA) por úlcera péptica é uma emergência médica comum, com morbidade e mortalidade significativas. A melena é um sintoma clássico de SDA, indicando sangramento acima do ligamento de Treitz. A avaliação inicial foca na estabilidade hemodinâmica e na identificação da fonte do sangramento. A endoscopia digestiva alta (EDA) é o método diagnóstico e terapêutico de escolha. A classificação de Forrest descreve os achados endoscópicos e prediz o risco de ressangramento. Lesões Forrest I (sangramento ativo) e IIa (vaso visível não sangrante) têm alto risco, enquanto IIb (coágulo aderido) também apresenta risco considerável. Lesões IIc (mancha escura) e III (base limpa) têm baixo risco. A conduta endoscópica é guiada pela classificação de Forrest. Lesões com alto risco de ressangramento (Forrest I, IIa, IIb) geralmente requerem hemostasia endoscópica, que pode incluir injeção de adrenalina, clipagem, coagulação térmica ou uso de pó hemostático. O tratamento adjuvante com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses é essencial para todos os pacientes com úlcera sangrante.
Sinais de sangramento digestivo alto incluem melena (fezes escuras e pegajosas), hematêmese (vômito com sangue) e, em casos graves, instabilidade hemodinâmica como taquicardia e hipotensão.
A classificação de Forrest é fundamental para estratificar o risco de ressangramento de úlceras pépticas e guiar a conduta terapêutica endoscópica, indicando quais lesões necessitam de intervenção.
Uma úlcera Forrest IIb, com coágulo aderido, possui um alto risco de ressangramento. A hemostasia endoscópica visa remover o coágulo e tratar a lesão subjacente para prevenir novos episódios hemorrágicos.
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