Classificação de Forrest: Risco de Ressangramento na HDA

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

A classificação de Forrest foi desenvolvida em uma tentativa de avaliar o risco de ressangramento com base nos achados endoscópicos; baixo, intermediário e alto risco de ressangramento. Assinale a alternativa que caracteriza BAIXO risco de ressangramento:

Alternativas

  1. A) hematúria, icterícia e oftalmoplegia
  2. B) colúria, fraqueza muscular, mialgia intensa
  3. C) gengivorragia, hematúria e hematêmese
  4. D) ptose palpebral, oftalmoplegia e turvação visual
  5. E) hipotensão, miastenia gravis e sialorreia

Pérola Clínica

Forrest baixo risco = IIc (mancha plana) ou III (base limpa); não sintomas sistêmicos.

Resumo-Chave

A classificação de Forrest avalia o risco de ressangramento de lesões hemorrágicas digestivas altas com base em achados endoscópicos. Baixo risco é caracterizado por Forrest IIc (mancha hemática plana) ou Forrest III (base limpa). As alternativas apresentadas na questão listam sintomas sistêmicos que não fazem parte da classificação de Forrest.

Contexto Educacional

A classificação de Forrest é uma ferramenta essencial na gastroenterologia para estratificar o risco de ressangramento em pacientes com hemorragia digestiva alta (HDA), principalmente de origem ulcerosa. Desenvolvida por J.A. Forrest em 1974, ela categoriza os achados endoscópicos em diferentes grupos, permitindo guiar a conduta terapêutica e o prognóstico. É fundamental que residentes e profissionais de medicina dominem essa classificação para um manejo adequado das emergências hemorrágicas. Os estigmas de sangramento são visualizados durante a endoscopia digestiva alta. A classificação varia de sangramento ativo (Forrest Ia e Ib), passando por estigmas de sangramento recente de alto risco (Forrest IIa - vaso visível não sangrante, IIb - coágulo aderido), até estigmas de baixo risco (Forrest IIc - mancha hemática plana, e Forrest III - base limpa sem estigmas). A fisiopatologia da HDA geralmente envolve a ruptura de vasos sanguíneos devido a úlceras pépticas, varizes esofágicas ou lesões de Mallory-Weiss. O manejo da HDA é diretamente influenciado pela classificação de Forrest. Lesões de alto risco (Forrest Ia, Ib, IIa, IIb) geralmente requerem terapia endoscópica (ex: injeção de adrenalina, clipagem, coagulação) e tratamento farmacológico com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses. Já as lesões de baixo risco (Forrest IIc e III) têm um excelente prognóstico e, na maioria dos casos, não necessitam de intervenção endoscópica adicional, sendo o tratamento com IBP suficiente. É crucial ressaltar que a classificação de Forrest é baseada em achados endoscópicos e não em sintomas sistêmicos como hematúria ou icterícia, que podem indicar outras condições médicas.

Perguntas Frequentes

O que é a classificação de Forrest e para que serve?

A classificação de Forrest é um sistema endoscópico que categoriza as lesões sangrantes do trato gastrointestinal superior com base no risco de ressangramento, guiando a conduta terapêutica.

Quais são os achados de baixo risco na classificação de Forrest?

Os achados de baixo risco são Forrest IIc (mancha hemática plana) e Forrest III (base com fibrina limpa), que indicam um risco mínimo de ressangramento e geralmente não necessitam de terapia endoscópica adicional.

Como a classificação de Forrest influencia o manejo da hemorragia digestiva alta?

A classificação de Forrest direciona a necessidade e o tipo de intervenção endoscópica (ex: injeção, clipagem, coagulação) e a intensidade do tratamento farmacológico (ex: inibidores de bomba de prótons), otimizando o manejo do paciente.

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