Classificação de Forrest IIB: Úlcera com Coágulo Aderido

HCB - Hospital de Amor de Barretos - Unidade Porto Velho (RO) — Prova 2020

Enunciado

Um paciente com achado de lesão em endoscopia classificada em FORREST IIB deve apresentar: 

Alternativas

  1. A) Úlcera com sangramento escoando (“em babação”).
  2. B) Úlcera em jato.
  3. C) Úlcera com coágulo aderido.
  4. D) Úlcera com vaso visível.

Pérola Clínica

FORREST IIB = Úlcera com coágulo aderido, indicando risco moderado de ressangramento e necessidade de tratamento endoscópico.

Resumo-Chave

A classificação de Forrest é crucial para estratificar o risco de ressangramento em úlceras pépticas e guiar a conduta. Um coágulo aderido (Forrest IIB) representa um risco significativo de ressangramento e geralmente requer intervenção endoscópica para remoção do coágulo e hemostasia da base da úlcera.

Contexto Educacional

A classificação de Forrest é uma ferramenta endoscópica essencial para estratificar o risco de ressangramento em pacientes com úlcera péptica sangrante, guiando a decisão terapêutica e o prognóstico. Desenvolvida por J.A. Forrest em 1974, essa classificação é amplamente utilizada por gastroenterologistas e cirurgiões para padronizar a descrição dos achados endoscópicos e determinar a necessidade de intervenção. A identificação precisa de cada subclasse é crucial para o manejo adequado do sangramento digestivo alto, uma condição comum e potencialmente grave. As classes de Forrest variam de I (sangramento ativo, com alto risco de ressangramento) a III (base limpa, com baixo risco). A subclasse IIB, especificamente, refere-se à presença de um coágulo aderido à base da úlcera. Este achado indica que houve um sangramento recente e que o coágulo, embora temporariamente contenha a hemorragia, pode se desprender, levando a um ressangramento significativo. Por essa razão, úlceras Forrest IIB são consideradas de risco intermediário a alto e geralmente demandam intervenção endoscópica para remoção do coágulo e tratamento da lesão subjacente. O tratamento de uma úlcera Forrest IIB tipicamente envolve a remoção do coágulo, seguida de terapia hemostática endoscópica para coagular ou clipar o vaso sangrante. Além disso, a terapia farmacológica com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses é fundamental para reduzir a acidez gástrica e promover a cicatrização da úlcera, diminuindo o risco de novos episódios de sangramento. O conhecimento aprofundado da classificação de Forrest e suas implicações terapêuticas é indispensável para residentes que atuam em emergências e gastroenterologia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais classes da classificação de Forrest?

A classificação de Forrest divide os achados endoscópicos de úlceras sangrantes em: I (sangramento ativo - IA em jato, IB em babação), II (sinais de sangramento recente - IIA vaso visível, IIB coágulo aderido, IIC mancha escura/hematina) e III (base limpa).

Qual a importância clínica de uma úlcera classificada como Forrest IIB?

Uma úlcera Forrest IIB (coágulo aderido) indica um risco moderado a alto de ressangramento (cerca de 20-30%). Geralmente, requer remoção do coágulo e tratamento endoscópico da base da úlcera para reduzir esse risco.

Qual a conduta recomendada para uma úlcera Forrest IIB?

A conduta para Forrest IIB inclui a remoção do coágulo por lavagem ou pinça e, subsequentemente, a realização de hemostasia endoscópica (injeção de adrenalina, clipes, coagulação térmica) na base da úlcera para prevenir o ressangramento, além de terapia com inibidores de bomba de prótons (IBP) em altas doses.

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