UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Paciente homem, 45 anos de idade, dá entrada na unidade de emergência apresentando quadro de hematêmese em modera quantidade, PA 90 x 60 mm Hg, FC = 120 bpm, tontura e agitação. Após estabilização hemodinâmica, foi submetido a exame endoscópico que revelou uma úlcera de 2,0 cm na parede posterior do bulbo duodenal, com sangramento arterial em jato, sendo tratada com injeção de adrenalina e hemoclipe. Baseado no relato apresentado, assinale a opção correta
Úlcera Forrest IA = sangramento arterial em jato, alto risco de ressangramento (>90%).
A classificação de Forrest é crucial para estratificar o risco de ressangramento em úlceras pépticas. Um sangramento arterial em jato (Forrest IA) indica o maior risco, exigindo tratamento endoscópico agressivo e monitoramento rigoroso devido à alta chance de ressangramento.
A hemorragia digestiva alta por úlcera péptica é uma emergência comum, e a classificação de Forrest é uma ferramenta prognóstica essencial para guiar o tratamento e prever o risco de ressangramento. Ela divide as úlceras em categorias de sangramento ativo (Forrest I), sangramento recente (Forrest II) e sem sangramento (Forrest III), com subtipos que indicam a gravidade. A úlcera Forrest IA, caracterizada por sangramento arterial em jato, representa o maior risco de ressangramento (acima de 90%) e exige intervenção endoscópica imediata e agressiva, geralmente com terapia combinada (ex: injeção de adrenalina seguida de hemoclipes ou coagulação térmica). A estabilização hemodinâmica é prioritária antes e durante o procedimento. Residentes devem dominar a classificação de Forrest para identificar rapidamente pacientes de alto risco e aplicar a terapia endoscópica apropriada. O uso de dois métodos endoscópicos (ex: injeção e mecânico/térmico) é geralmente superior a um único método para úlceras de alto risco, melhorando os desfechos e reduzindo a necessidade de reintervenção.
A classificação de Forrest descreve os achados endoscópicos de úlceras pépticas sangrantes, variando de sangramento ativo (IA, IB) a sinais de sangramento recente (IIA, IIB, IIC) e base limpa (III).
Uma úlcera Forrest IA, caracterizada por sangramento arterial em jato, possui o maior risco de ressangramento, que pode ultrapassar 90% se não for tratada adequadamente.
A combinação de métodos, como injeção de adrenalina (para vasoconstrição) e aplicação de hemoclipes (para oclusão mecânica), aumenta a eficácia hemostática e reduz significativamente o risco de ressangramento em úlceras de alto risco.
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