UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Durante o período expulsivo, o obstetra optou por utilizar o fórceps, já que escalpe fetal encontrava-se visível, sem a necessidade de afastar os grandes lábios, a cabeça já havia atingido o assoalho pélvico e a sutura sagital estava no diâmetro anteroposterior. Ao aplicar o fórceps, a rotação não excedeu 45°. Pode-se afirmar que é um fórceps:
Fórceps baixo (de alívio) = cabeça no assoalho pélvico, rotação ≤ 45°, escalpe visível.
A classificação do fórceps é baseada na estação fetal e na rotação necessária. O fórceps baixo, também conhecido como fórceps de alívio, é utilizado quando a cabeça fetal já atingiu o assoalho pélvico (estação +2 ou mais), o escalpe é visível sem afastar os grandes lábios, e a rotação necessária para o alinhamento não excede 45 graus. É a aplicação mais comum e de menor risco.
O uso do fórceps obstétrico é uma intervenção instrumental que visa auxiliar no parto vaginal, encurtando o período expulsivo ou corrigindo distócias de rotação. A correta classificação do tipo de fórceps a ser utilizado é fundamental para a segurança materno-fetal e para a escolha da técnica adequada. A classificação é baseada principalmente na estação fetal (nível da apresentação em relação às espinhas isquiáticas) e na rotação necessária para o desprendimento da cabeça fetal. O fórceps baixo, também conhecido como fórceps de alívio, é a aplicação mais comum e de menor risco. Ele é indicado quando a cabeça fetal já atingiu o assoalho pélvico, ou seja, a estação é de +2 ou mais, e o escalpe fetal é visível no introito vaginal sem a necessidade de afastar os grandes lábios. Além disso, a rotação da cabeça fetal necessária para o alinhamento com o diâmetro anteroposterior da pelve não deve exceder 45 graus. Essa condição indica que a cabeça está bem posicionada e o fórceps é utilizado principalmente para auxiliar na tração ou em pequenas correções de rotação. As indicações para o fórceps de alívio incluem exaustão materna, doenças maternas que contraindiquem o esforço de puxo (como cardiopatias graves), sofrimento fetal no período expulsivo ou para facilitar o parto em casos de anestesia peridural prolongada. A compreensão precisa das classificações e indicações do fórceps é crucial para o residente em obstetrícia, garantindo a aplicação segura e eficaz dessa ferramenta, minimizando riscos para a mãe e o recém-nascido.
As principais classificações do fórceps são: fórceps alto (raramente usado), fórceps médio (cabeça entre 0 e +2 de estação), fórceps baixo (cabeça em +2 ou mais, sem rotação ou rotação ≤ 45°) e fórceps de saída (cabeça no períneo, rotação mínima). A classificação é baseada na estação fetal e na rotação necessária.
O fórceps de alívio é indicado para encurtar o segundo estágio do trabalho de parto em casos de exaustão materna, doença materna que contraindique o esforço de puxo, sofrimento fetal suspeito no período expulsivo, ou para auxiliar na rotação da cabeça fetal quando ela já está no assoalho pélvico e a rotação é mínima.
As condições para a aplicação de um fórceps baixo incluem: colo totalmente dilatado, membranas rotas, cabeça fetal engajada e em estação +2 ou mais (no assoalho pélvico), apresentação cefálica, bexiga vazia e ausência de desproporção cefalopélvica. A rotação necessária deve ser de no máximo 45 graus.
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