Doença Arterial Periférica: Classificação de Fontaine e Claudicação

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

Um homem de 70 anos, tabagista e hipertenso, queixa-se de dor na panturrilha direita que se manifesta ao caminhar cerca de 50 metros, aliviando imediatamente ao parar a caminhada. Ao exame físico percebem-se pulsos femoral presente e poplíteo e distais ausentes. Este caso, é classificado como:

Alternativas

  1. A) Fontaine 4
  2. B) Fontaine 2
  3. C) CEAP C2
  4. D) CEAP C4
  5. E) Rutherford 2

Pérola Clínica

Claudicação intermitente = Fontaine II. Dor ao caminhar que alivia com repouso.

Resumo-Chave

A classificação de Fontaine é amplamente utilizada para estadiar a doença arterial periférica (DAP). A claudicação intermitente, caracterizada por dor muscular induzida pelo exercício e aliviada pelo repouso, corresponde ao estágio II. O estágio I é assintomático, e os estágios III e IV indicam isquemia crítica do membro.

Contexto Educacional

A Doença Arterial Periférica (DAP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, afetando as artérias dos membros, mais frequentemente os inferiores. É uma condição progressiva que pode levar à isquemia crítica do membro e aumentar o risco de eventos cardiovasculares maiores. O reconhecimento precoce e a classificação adequada são fundamentais para o manejo e prognóstico. A classificação de Fontaine é uma ferramenta essencial para estadiar a gravidade da DAP. O estágio II, caracterizado pela claudicação intermitente, é o mais comum na apresentação inicial. A claudicação é uma dor tipo cãibra que surge com o esforço e melhora com o repouso, refletindo um desequilíbrio entre a oferta e a demanda de oxigênio nos músculos. A distância percorrida até o surgimento da dor é um indicador da gravidade. O diagnóstico da DAP baseia-se na anamnese, exame físico (palpação de pulsos, ausculta de sopros, inspeção de pele) e exames complementares como o índice tornozelo-braquial (ITB). O tratamento envolve controle dos fatores de risco (cessação do tabagismo, controle de diabetes e hipertensão), exercícios físicos supervisionados, terapia medicamentosa (antiplaquetários, cilostazol) e, em casos mais avançados, revascularização cirúrgica ou endovascular. A progressão para os estágios III e IV (dor em repouso e lesões tróficas) indica isquemia crítica do membro, com alto risco de amputação.

Perguntas Frequentes

Quais são os estágios da classificação de Fontaine para Doença Arterial Periférica?

A classificação de Fontaine divide a DAP em quatro estágios: I (assintomático), II (claudicação intermitente, subdividida em IIa para >200m e IIb para <200m), III (dor em repouso) e IV (lesões tróficas, como úlceras ou gangrena).

O que é claudicação intermitente e qual sua importância clínica?

Claudicação intermitente é uma dor muscular (geralmente na panturrilha, coxa ou glúteo) que ocorre durante o exercício e é aliviada pelo repouso. É o sintoma clássico da DAP e indica um fluxo sanguíneo insuficiente para atender às demandas metabólicas do músculo durante a atividade.

Quais são os fatores de risco para Doença Arterial Periférica?

Os principais fatores de risco para DAP são tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, idade avançada e histórico familiar de doença cardiovascular. O tabagismo é o fator de risco mais potente.

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