PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Paciente do sexo masculino, 70 anos de idade, encontra-se em tratamento médico para doença arterial obstrutiva periférica há seis meses, apresenta quadro de dor em dorso do pé esquerdo, de forma contínua e em repouso, que desencadeia seu despertar noturno. Ao exame físico não apresenta ulcerações ou sinais de outras lesões teciduais em membros inferiores. Realizouecodoppler arterial que demonstrou sinais de oclusão da artéria poplítea esquerda. De acordo com a classificação clínica FONTAINE de doença arterial periférica, como se classifica o quadro clínico deste paciente?
Dor em repouso contínua em membro inferior, sem lesões tróficas, em paciente com DAOP → Classificação Fontaine Estágio III.
A classificação de Fontaine para Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) categoriza a gravidade da isquemia. O Estágio III é caracterizado por dor isquêmica em repouso, frequentemente noturna e que alivia com a dependência do membro, mas sem a presença de lesões tróficas.
A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma manifestação comum da aterosclerose sistêmica, caracterizada pela estenose ou oclusão das artérias que irrigam os membros, mais frequentemente os inferiores. Afeta principalmente idosos e indivíduos com fatores de risco cardiovasculares como tabagismo, diabetes, hipertensão e dislipidemia. A classificação de Fontaine é uma ferramenta clínica amplamente utilizada para estratificar a gravidade da DAOP. O Estágio I corresponde a pacientes assintomáticos ou com sintomas inespecíficos. O Estágio II é caracterizado pela claudicação intermitente, dor muscular induzida pelo exercício e aliviada pelo repouso. O Estágio III, como no caso descrito, é definido pela dor isquêmica em repouso, que é contínua, geralmente noturna, localizada no pé ou dedos, e que alivia com a posição de dependência do membro. O Estágio IV representa a forma mais grave, com presença de lesões tróficas, como úlceras ou gangrena. A dor em repouso no Estágio III indica isquemia crítica do membro, uma condição grave que exige intervenção para prevenir a perda do membro. O diagnóstico é confirmado por exames como o índice tornozelo-braquial (ITB) e o ecodoppler arterial. O tratamento visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e prevenir a progressão da doença e suas complicações, podendo incluir medidas clínicas, reabilitação e, em casos de isquemia crítica, revascularização cirúrgica ou endovascular.
Os estágios são: I (assintomático), II (claudicação intermitente), III (dor em repouso) e IV (lesões tróficas como úlceras ou gangrena).
A dor em repouso é contínua, geralmente no pé ou dedos, piora à noite e com a elevação do membro, aliviando com a dependência. É um sinal de isquemia crítica, indicando que o fluxo sanguíneo é insuficiente mesmo para as necessidades metabólicas básicas em repouso.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, tabagismo, diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemia e histórico familiar de doença cardiovascular.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo