Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Com relação às fístulas anais, assinale a alternativa incorreta:
Fístulas interesfincterianas são as mais comuns, não as transesfincterianas.
As fístulas anais são classificadas de acordo com a relação do seu trajeto com os esfíncteres anais. As fístulas interesfincterianas são as mais comuns, representando cerca de 70% dos casos, enquanto as transesfincterianas são o segundo tipo mais frequente. A alternativa C está incorreta ao afirmar que as transesfincterianas são as mais comuns.
As fístulas anais são trajetos anormais que conectam o canal anal ou reto à pele perianal, geralmente resultantes de infecções das glândulas anais. Embora a maioria seja de origem criptoglandular, outras causas incluem doença de Crohn, trauma, infecções específicas e malignidades. A classificação das fístulas é crucial para o planejamento cirúrgico e prognóstico, sendo a classificação de Parks a mais utilizada, baseada na relação do trajeto com os esfíncteres anais. Os quatro tipos principais de fístulas anais são: interesfincterianas (mais comuns, 70%), transesfincterianas (20-25%), supraesfincterianas (5%) e extraesfincterianas (1%). As fístulas interesfincterianas têm um trajeto que passa entre os esfíncteres interno e externo e se abrem na pele perianal. As transesfincterianas atravessam o esfíncter externo, enquanto as supraesfincterianas e extraesfincterianas são mais complexas e frequentemente associadas a maior risco de incontinência fecal pós-operatória. O tratamento das fístulas anais é predominantemente cirúrgico, com o objetivo de erradicar a fístula e preservar a continência fecal. A escolha da técnica depende da classificação da fístula, da extensão do trajeto e do envolvimento esfincteriano. Fístulas complexas, como as supraesfincterianas e extraesfincterianas, exigem cirurgiões experientes e podem necessitar de abordagens mais elaboradas, como setons ou retalhos, para minimizar o risco de incontinência. Residentes devem dominar a anatomia e classificação para um manejo adequado.
Os principais tipos são: interesfincterianas (mais comuns, trajeto entre esfíncteres), transesfincterianas (atravessam ambos esfíncteres), supraesfincterianas (acima dos esfíncteres) e extraesfincterianas (fora dos esfíncteres, geralmente por outras causas).
As fístulas interesfincterianas são as mais comuns, representando cerca de 70% dos casos. Elas geralmente têm um trajeto mais simples, o que influencia diretamente a abordagem cirúrgica e o prognóstico, sendo frequentemente tratadas com fistulotomia.
As fístulas extraesfincterianas são frequentemente causadas por condições secundárias, como trauma (interno ou externo), carcinoma anorretal, doença de Crohn, infecções específicas (tuberculose) ou iatrogenia, e não por infecções criptoglandulares primárias.
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