Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2021
No exame físico de um menino é possível visualizar o meato uretral, sem a glande se exteriorizar totalmente. Neste caso, há fimose grau
Fimose grau II = meato uretral visível, mas glande não exterioriza totalmente.
A classificação da fimose é crucial para determinar a conduta terapêutica. A fimose grau II indica uma retração parcial do prepúcio, permitindo a visualização do meato uretral, mas impedindo a exposição completa da glande, o que pode requerer acompanhamento ou intervenção.
A fimose, a incapacidade de retrair o prepúcio para expor a glande, é uma condição comum em meninos. É importante diferenciar a fimose fisiológica, presente na maioria dos lactentes e que geralmente se resolve espontaneamente até os 3-5 anos de idade, da fimose patológica, que pode ser causada por infecções, traumas ou inflamações recorrentes. A classificação da fimose em graus é uma ferramenta essencial para a avaliação clínica e para guiar a conduta terapêutica. A classificação mais utilizada é a de Kikiros, que descreve quatro graus de fimose. No Grau I, há retração completa do prepúcio, mas com um anel fibrótico na base da glande. No Grau II, o prepúcio pode ser retraído parcialmente, expondo o meato uretral, mas não a glande em sua totalidade. O Grau III permite a exposição apenas do meato uretral, e no Grau IV, a retração é impossível. O caso descrito na questão, onde o meato uretral é visível, mas a glande não se exterioriza totalmente, corresponde ao Grau II. O manejo da fimose varia conforme o grau e a presença de sintomas. Para a fimose fisiológica e graus leves, a observação e o uso de corticoides tópicos podem ser eficazes. Em casos de fimose patológica, graus mais avançados ou falha do tratamento conservador, a postectomia (circuncisão) é a opção cirúrgica. Residentes devem dominar o exame físico genital masculino, a classificação da fimose e as indicações para cada modalidade de tratamento, garantindo uma abordagem adequada e evitando complicações como a parafimose ou balanopostites de repetição.
A classificação da fimose geralmente segue a escala de Kikiros, que varia de Grau I (retração completa com anel fibrótico) a Grau IV (retração impossível). Essa classificação avalia a capacidade de retração do prepúcio e a exposição da glande e do meato uretral.
Para fimose grau II, as opções de tratamento podem incluir o acompanhamento expectante, uso de corticoides tópicos (cremes) para promover a retração do prepúcio, ou, em casos selecionados e refratários, a postectomia (circuncisão) ou outras técnicas cirúrgicas.
A maioria dos recém-nascidos apresenta fimose fisiológica, que se resolve espontaneamente com o tempo. A diferenciação é crucial para evitar intervenções desnecessárias. A fimose patológica, por outro lado, pode causar sintomas como infecções urinárias de repetição, balanopostite, disúria ou parafimose, necessitando de tratamento.
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