UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
Em 2015, foi publicado um consenso sobre a descrição de termos, definições e medidas dos achados ultrassonográficos do miométrio. Tal consenso foi baseado na opinião de experts em ultrassonografia ginecológica, fertilidade, histeroscopia, ginecologia geral e pesquisa clínica, que compuseram o grupo MUSA (Morphological Uterus Sonographic Assessment). Para descrição dos miomas foi utilizada a classificação FIGO – PALM - COEIN. De acordo com a classificação dos miomas FIGO – PALM - COEIN, assinale a alternativa CORRETA:
Miomas submucosos (FIGO 0, 1, 2) → maior associação com sangramento uterino anormal.
A classificação FIGO PALM-COEIN categoriza os miomas uterinos com base em sua localização. Miomas submucosos (tipos 0, 1 e 2) são aqueles que se projetam para a cavidade endometrial e são os mais frequentemente associados a sangramento uterino anormal e infertilidade, devido à sua proximidade com o endométrio.
A classificação FIGO PALM-COEIN, desenvolvida pelo grupo MUSA, é uma ferramenta padronizada e clinicamente relevante para descrever as características dos miomas uterinos, facilitando a comunicação entre profissionais e a escolha da conduta terapêutica. "PALM" refere-se a Pólipo, Adenomiose, Leiomioma (mioma) e Malignidade/Hiperplasia, enquanto "COEIN" abrange Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica e Não Classificada. Para os miomas (Leiomioma), a classificação é baseada na sua localização em relação ao miométrio e endométrio. Os miomas são classificados numericamente de 0 a 8: * Miomas Submucosos (tipos 0, 1, 2): São aqueles que se projetam para a cavidade endometrial. O tipo 0 é totalmente intracavitário; o tipo 1 tem menos de 50% intramural; o tipo 2 tem 50% ou mais intramural. Esses tipos são os mais frequentemente associados a sangramento uterino anormal (menorragia) e podem causar infertilidade ou abortos de repetição devido à distorção da cavidade. * Miomas Intramurais (tipos 3, 4, 5): Localizados predominantemente dentro da parede muscular do útero. O tipo 3 toca o endométrio, mas é 100% intramural; o tipo 4 é totalmente intramural; o tipo 5 tem menos de 50% subseroso. Podem causar sangramento ou dor, dependendo do tamanho e localização. * Miomas Subserosos (tipos 6, 7): Localizados na superfície externa do útero. O tipo 6 tem 50% ou mais intramural; o tipo 7 é pediculado subseroso. Geralmente causam sintomas compressivos ou dor se grandes, mas raramente sangramento uterino anormal. * Miomas Híbridos (ex: 2-5): Atravessam as camadas, como um mioma que é parcialmente submucoso e parcialmente subseroso. A alternativa correta destaca que miomas tipo 1 (submucosos com menos de 50% intramural) podem levar a sangramento uterino anormal, o que é clinicamente verdadeiro e um ponto chave na avaliação e manejo dessas pacientes. Miomas tipo 0 e 7 são pediculados e podem ser removidos por histeroscopia (0) ou laparoscopia (7). Miomas tipo 6 são subserosos e raramente causam infertilidade ou sangramento, sendo a remoção nem sempre necessária. Miomas tipo 4 são intramurais e sua remoção depende do tamanho e sintomas.
A classificação divide os miomas em submucosos (0, 1, 2), intramurais (3, 4, 5) e subserosos (6, 7), além de híbridos (2-5) e pediculados (0, 7).
Miomas submucosos distorcem a cavidade endometrial, interferindo na vascularização e na contratilidade uterina, o que leva a sangramento uterino anormal, como menorragia.
Miomas submucosos (especialmente tipos 0 e 1) são preferencialmente retirados por histeroscopia, uma abordagem minimamente invasiva que permite a ressecção através da cavidade uterina.
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