UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Mulher de 39 anos, vítima de acidente automobilístico, é levada ao pronto atendimento com dor intensa no braço esquerdo. Ao exame físico, observa-se laceração extensa na região do úmero esquerdo, com exposição de tecido subcutâneo, além de fragmentos de vidro incrustados na ferida. Há sangramento ativo moderado e sinais de contaminação com terra e detritos. A paciente relata que o acidente ocorreu em uma estrada vicinal de terra batida. A ferida desta paciente é corretamente classificada como:
Ferida com exposição de subcutâneo e detritos = complexa, contaminada, corto-contusa.
A classificação de feridas é crucial para o manejo adequado. Uma ferida é considerada complexa quando há lesão de estruturas além da pele, como tecido subcutâneo exposto, e corto-contusa pela combinação de corte e contusão com detritos. A presença de terra e vidro indica contaminação.
A classificação de feridas é um pilar fundamental na prática médica, especialmente em serviços de emergência e cirurgia. Compreender os diferentes tipos e suas características permite ao médico estabelecer um plano de tratamento adequado, desde a limpeza e desbridamento até a escolha da técnica de fechamento e profilaxia de infecções. Feridas resultantes de traumas automobilísticos frequentemente apresentam características de contaminação e complexidade devido à energia do impacto e ao ambiente do acidente. A correta identificação de uma ferida como "corto-contusa" (combinação de corte e contusão), "complexa" (envolvimento de estruturas além da pele, como tecido subcutâneo exposto e corpos estranhos) e "contaminada" (presença de terra e detritos) é crucial. Embora a profundidade possa ser "superficial" se não atingir planos mais profundos como músculo ou osso, a complexidade e contaminação exigem atenção especial para prevenir complicações como infecção e garantir uma cicatrização adequada. O manejo inicial envolve controle do sangramento, limpeza rigorosa, desbridamento de tecidos desvitalizados e corpos estranhos, e avaliação da necessidade de profilaxia antitetânica e antibiótica. A decisão sobre o fechamento primário ou secundário da ferida também dependerá da sua classificação, especialmente do grau de contaminação e da extensão da lesão.
As feridas podem ser classificadas quanto à profundidade (superficial, profunda), complexidade (simples, complexa), etiologia (corto-contusa, incisa, perfurante), e grau de contaminação (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada).
Uma ferida é complexa quando envolve lesão de estruturas além da pele, como tecido subcutâneo, músculos, tendões, vasos ou nervos, ou quando apresenta grande extensão, irregularidade das bordas ou presença de corpos estranhos.
A classificação da contaminação (limpa, contaminada, infectada) é fundamental para guiar a profilaxia antibiótica, o tipo de desbridamento e a técnica de fechamento da ferida, visando prevenir infecções e otimizar a cicatrização.
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