HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Homem, de 59 anos de idade, com história de hipertensão arterial sistêmica, diabetes tipo 2 insulino-requerente e doença renal crônica avançada, foi encaminhado pelo nefrologista para avaliação de acesso para hemodiálise. Foi optado pela confecção de uma fístula arteriovenosa. Qual é a classificação correta desta cirurgia quanto ao seu grau de contaminação?
Cirurgia de fístula arteriovenosa para hemodiálise = cirurgia limpa, sem abertura de vísceras ou infecção prévia.
A classificação das cirurgias quanto ao grau de contaminação é fundamental para a profilaxia antibiótica e o manejo pós-operatório. A confecção de uma fístula arteriovenosa é um procedimento eletivo, realizado em tecidos estéreis, sem contato com mucosas ou vísceras contaminadas, sendo, portanto, uma cirurgia limpa.
A classificação das cirurgias quanto ao grau de contaminação é um conceito fundamental em cirurgia, utilizado para estratificar o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC) e guiar a profilaxia antibiótica. Essa classificação é baseada na probabilidade de contaminação bacteriana durante o procedimento, e não nas comorbidades do paciente ou na complexidade da cirurgia. Existem quatro categorias principais: limpa, potencialmente contaminada, contaminada e infectada. A confecção de uma fístula arteriovenosa (FAV) para hemodiálise, como no caso apresentado, é um procedimento eletivo realizado em um campo operatório estéril, sem abertura de vísceras ocas ou presença de infecção pré-existente. Portanto, é classificada como uma cirurgia limpa. Para cirurgias limpas, o risco de ISC é o mais baixo, geralmente inferior a 2%. A profilaxia antibiótica é frequentemente considerada, mas sua necessidade e duração são avaliadas individualmente, baseando-se em fatores de risco do paciente e diretrizes institucionais. O conhecimento dessa classificação é crucial para residentes, pois impacta diretamente na tomada de decisão sobre a antibioticoprofilaxia e no monitoramento pós-operatório para infecções.
Uma cirurgia é classificada como limpa quando é realizada em tecidos estéreis, não há abertura de vísceras ocas (trato gastrointestinal, respiratório, geniturinário), não há inflamação ou infecção pré-existente no local cirúrgico e não há quebra da técnica asséptica.
A classificação orienta a necessidade e o tipo de profilaxia antibiótica, o manejo da ferida operatória e a vigilância para infecção de sítio cirúrgico. Cirurgias limpas geralmente têm baixo risco de infecção.
Além de limpa, existem: potencialmente contaminada (ex: colecistectomia), contaminada (ex: apendicectomia com perfuração) e infectada (ex: drenagem de abscesso). Cada uma tem riscos e abordagens específicas.
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