ENARE/ENAMED — Prova 2023
Em relação ao risco de contaminação, podemos classificar uma cirurgia eletiva de câncer de estômago com abordagem controlada da cavidade gástrica como
Cirurgia eletiva em víscera oca com abertura controlada → Potencialmente contaminada.
Cirurgias que envolvem a abertura controlada de vísceras ocas (como estômago, intestino, vias biliares, trato respiratório ou urinário) são classificadas como potencialmente contaminadas devido à presença de microbiota, mesmo que em condições controladas.
A classificação das feridas cirúrgicas é fundamental para a estratificação do risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC) e para a implementação de medidas preventivas, como a profilaxia antibiótica. Essa classificação divide as cirurgias em quatro categorias: limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e infectadas (ou sujas), baseando-se no grau de contaminação bacteriana durante o procedimento. Uma cirurgia é considerada "potencialmente contaminada" quando há abertura controlada de vísceras ocas que contêm microbiota (trato gastrointestinal, respiratório, geniturinário), mas sem extravasamento significativo de conteúdo ou infecção ativa no local. Exemplos incluem colecistectomia eletiva, apendicectomia não perfurada e, como no caso da questão, cirurgia eletiva de câncer de estômago com abordagem controlada da cavidade gástrica. O reconhecimento dessa classificação é crucial para a equipe cirúrgica, pois influencia diretamente a necessidade e o tipo de profilaxia antibiótica, bem como os cuidados pós-operatórios. A prevenção da ISC é um pilar da segurança do paciente e um indicador de qualidade assistencial, sendo a correta classificação um dos primeiros passos para um manejo adequado do risco.
As quatro classes são: limpa, potencialmente contaminada, contaminada e infectada (ou suja).
Cirurgias limpas não envolvem a abertura de vísceras ocas e não há inflamação ou infecção pré-existente. Potencialmente contaminadas envolvem a abertura controlada de vísceras ocas (com microbiota) ou procedimentos com pequena quebra de técnica asséptica.
A cirurgia de câncer de estômago envolve a abertura do trato gastrointestinal, que contém microbiota. Mesmo que a abordagem seja controlada e sem sinais de infecção pré-existente, a exposição a esses microrganismos classifica o procedimento como potencialmente contaminado.
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