UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2017
A osteonecrose não traumática induzida por tratamento tem sido relatada cada vez mais em crianças tratadas para leucemia linfoblástica aguda. Vários fatores de risco para osteonecrose foram identificados em pacientes com câncer da infância. No entanto, o poder diagnóstico e prognóstico dos estudos foi limitado e a etiologia da doença permanece incerta. Assim, um esforço contínuo tem sido direcionado para a identificação adicional de fatores de risco. Foi realizado um estudo retrospectivo de 313 crianças com diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda para verificar a associação entre a ocorrência de osteonecrose naquelas tratadas com terapias para leucemia linfoblástica aguda e polimorfismos em genes-alvo potenciais: tiopurina S-metiltransferase(TPMT; 460G> A, 719A> G), 5,10 redutase-metilenotetrahidrofolato(MTHFR; 677C> T, 1298A> C), estrogênio receptor alfa 1 (ESR1; Xbal) e colágeno tipo I, a1 (COL1A1; SP1). No grupo em questão, maior idade e protocolos de tratamento mais recentemente desenvolvidos foram fatores de risco independentes para osteonecrose. Em crianças com mais de 14,5 anos de idade, o genótipo TPMT modulou o risco de osteonecrose. Além disso, em crianças com menos de 12,9 anos, genótipos ESR1 também foram implicados na patogênese da osteonecrose. Além de maior idade e protocolos de tratamento mais recentes, fatores genéticos (polimorfismos em genes ESR1 e TPMT) foram implicados na patogênese da osteonecrose e poderiam ser potencialmente utilizados como marcadores prognósticos genéticos para osteonecrose [ Experimental and therapeutic medicine 2016; 12(2): 840-846]. Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta do estudo:
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo