Enxertos de Pele: Classificação e Princípios Essenciais

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023

Enunciado

O fechamento direto das feridas cutâneas é a técnica mais simples e objetiva, todavia pode ser impedido pelo tamanho da lesão e pela tensão no local do fechamento. Em alguns casos, o enxerto de pele se faz necessário.Sobre os enxertos, pode-se afirmar que

Alternativas

  1. A) é um segmento de derme e epiderme separada da sua área doadora e de seu suprimento sanguíneo e transplantado para outra área (receptora) do corpo; no entanto, a sobrevivência do enxerto de pele na área receptora não requer um leito vascularizado.
  2. B) são classificados como: autoenxerto (da própria pessoa), aloenxerto (de outra pessoa), homoenxerto (da mesma espécie), heteroenxerto (de diferente espécie).
  3. C) a causa mais comum de insucesso do enxerto é a infecção do leito receptor, formando uma barreira para o contato entre o leito e o enxerto.
  4. D) os enxertos de pele são sempre compostos pela epiderme e por toda a espessura da derme, sendo somente os retalhos capazes de serem formados por epiderme e parte da derme.
  5. E) a sensibilidade do enxerto é restituída logo nas primeiras 24 horas após o procedimento, completando- -se em torno de 30 dias, sendo que a sensação térmica é a primeira a se reestabelecer, seguida pela dor e, por último, a palpação.

Pérola Clínica

Enxertos de pele: autoenxerto (próprio), aloenxerto (outra pessoa), heteroenxerto (outra espécie).

Resumo-Chave

A classificação dos enxertos de pele é fundamental para entender sua origem e prognóstico. Autoenxertos são do próprio paciente, aloenxertos são de indivíduos da mesma espécie (mas não idênticos), e heteroenxertos são de espécies diferentes. Homoenxerto é sinônimo de aloenxerto.

Contexto Educacional

Os enxertos de pele são procedimentos cirúrgicos cruciais na reconstrução de grandes perdas teciduais, queimaduras e feridas complexas. Eles consistem na transferência de um segmento de pele (epiderme e/ou derme) de uma área doadora para uma área receptora, sem manter sua conexão vascular original. A sobrevivência do enxerto depende da revascularização do leito receptor, que deve ser bem irrigado e livre de infecção. A classificação dos enxertos é fundamental: autoenxerto é quando a pele é retirada e transplantada no próprio indivíduo; aloenxerto (ou homoenxerto) é quando a pele é transferida entre indivíduos da mesma espécie (não geneticamente idênticos); e heteroenxerto (ou xenoenxerto) é quando a pele é transferida entre espécies diferentes. Cada tipo possui indicações e prognósticos distintos, sendo o autoenxerto o único com pega permanente. A causa mais comum de insucesso do enxerto é a infecção do leito receptor, que impede a formação de novos vasos sanguíneos e a integração do enxerto. Outros fatores incluem hematoma ou seroma subenxerto, cisalhamento e leito receptor mal vascularizado. É vital que residentes compreendam esses princípios para o manejo adequado de feridas e indicações de enxertos.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de enxerto de pele quanto à espessura?

Os enxertos de pele são classificados em enxertos de pele de espessura parcial (EPP), que contêm epiderme e parte da derme, e enxertos de pele de espessura total (EPT), que incluem epiderme e toda a derme.

Qual o principal fator para a "pega" (sobrevivência) de um enxerto de pele?

O principal fator para a sobrevivência de um enxerto é a revascularização adequada do leito receptor, que deve ser bem vascularizado para nutrir o enxerto e permitir sua integração.

Quais são as causas mais comuns de falha de um enxerto de pele?

As causas mais comuns de falha incluem infecção do leito receptor, formação de hematoma ou seroma sob o enxerto, cisalhamento e mobilização excessiva do enxerto, e má vascularização do leito.

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