UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022
Michelle Nisolle e Jacques Donnez propuseram o conceito que dividiu a endometriose em três doenças distintas. Com base no atual protocolo FEBRASGO sobre endometriose, assinale a alternativa que contém essas três formas.
Endometriose = peritoneal, ovariana (endometrioma) e profunda, cada uma com características distintas.
A classificação de Nisolle e Donnez, adotada pela FEBRASGO, divide a endometriose em três formas distintas: peritoneal (superficial), ovariana (endometriomas) e profunda. Essa divisão é crucial para entender a fisiopatologia, o quadro clínico e as abordagens terapêuticas específicas para cada tipo.
A endometriose é uma doença crônica e complexa, definida pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina. Afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva, causando dor pélvica crônica, dismenorreia, dispareunia e infertilidade, impactando significativamente a qualidade de vida. A compreensão de suas diferentes formas é crucial para o diagnóstico e manejo adequados. Michelle Nisolle e Jacques Donnez propuseram uma classificação que divide a endometriose em três formas distintas, um conceito amplamente aceito e incorporado em protocolos como o da FEBRASGO. Essas formas são: endometriose peritoneal (ou superficial), endometriose ovariana (que se manifesta como endometriomas) e endometriose profunda. Cada uma dessas formas possui características fisiopatológicas, clínicas e prognósticas particulares, o que justifica abordagens terapêuticas individualizadas. A endometriose peritoneal envolve implantes superficiais no peritônio. A endometriose ovariana caracteriza-se pela formação de cistos ovarianos preenchidos por sangue antigo, os endometriomas. Já a endometriose profunda é a forma mais grave, com infiltração de tecido endometrial em profundidade (>5mm) em órgãos como o intestino, bexiga, ureteres ou ligamentos uterossacros, frequentemente associada a sintomas mais intensos e desafiadores. O diagnóstico envolve exame físico, exames de imagem (ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, ressonância magnética) e, em alguns casos, laparoscopia. O tratamento pode incluir analgésicos, terapia hormonal e cirurgia, dependendo da localização, extensão da doença e sintomas da paciente.
A endometriose peritoneal é a forma mais comum, caracterizada por implantes superficiais no peritônio pélvico. Geralmente causa dor pélvica crônica e dismenorreia, mas pode ser assintomática.
A endometriose ovariana se manifesta principalmente como endometriomas (cistos de chocolate), que são cistos ovarianos preenchidos com sangue antigo. Podem causar dor pélvica, infertilidade e disfunção ovariana.
A endometriose profunda é caracterizada pela infiltração de tecido endometrial em profundidade (>5mm) em órgãos como o septo retovaginal, ligamentos uterossacros, intestino ou bexiga, causando sintomas graves como dispareunia profunda, disquesia, disúria e dor pélvica intensa.
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