Câncer Colorretal: Estadiamento pela Classificação de Dukes

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015

Enunciado

Segundo a classificação de Dukes para câncer colorretal, tumores que estão aderidos e/ou invadem estruturas adjacentes, submetidos com o espécime patológico; linfonodos negativos, são classificados como:

Alternativas

  1. A) A
  2. B) B1
  3. C) B2
  4. D)  B3
  5. E) C2

Pérola Clínica

Dukes B3 = Câncer colorretal com invasão de órgãos adjacentes e linfonodos negativos.

Resumo-Chave

A classificação de Dukes para câncer colorretal, embora mais antiga que a TNM, ainda é relevante para entender a progressão da doença. Tumores classificados como B3 indicam invasão de estruturas adjacentes, mas sem comprometimento linfonodal, o que impacta diretamente o prognóstico e as opções terapêuticas.

Contexto Educacional

A classificação de Dukes para câncer colorretal foi uma das primeiras a correlacionar a profundidade da invasão tumoral e o envolvimento linfonodal com o prognóstico, sendo um marco no estadiamento da doença. Embora tenha sido amplamente substituída pela classificação TNM (Tumor, Nódulo, Metástase), ainda é utilizada em alguns contextos e serve como base para o entendimento da progressão do câncer colorretal. O estadiamento é crucial para definir a conduta terapêutica, que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Tumores Dukes B3, que invadem estruturas adjacentes mas não apresentam linfonodos comprometidos, representam um desafio cirúrgico maior devido à necessidade de ressecção em bloco, mas ainda podem ter um prognóstico relativamente favorável se a ressecção for completa e sem margens comprometidas. Para residentes, compreender a classificação de Dukes e suas nuances é importante para interpretar relatórios patológicos antigos e para ter uma base sólida no estadiamento do câncer colorretal. A transição para a classificação TNM oferece uma descrição mais detalhada e padronizada, mas o conhecimento das classificações históricas enriquece a compreensão da evolução do estadiamento oncológico.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação de Dukes no câncer colorretal?

A classificação de Dukes, embora mais antiga, é fundamental para o estadiamento do câncer colorretal, fornecendo informações sobre a profundidade da invasão tumoral e o envolvimento linfonodal, o que auxilia na determinação do prognóstico e na escolha do tratamento.

Quais são as principais diferenças entre os estágios B da classificação de Dukes?

Os estágios B de Dukes referem-se a tumores que invadem além da muscular própria, mas sem metástase linfonodal. B1 invade a muscular própria, B2 invade a serosa ou tecidos perirretais, e B3 invade órgãos ou estruturas adjacentes.

Como a classificação de Dukes se relaciona com o prognóstico do paciente?

Geralmente, quanto maior o estágio de Dukes (A < B < C < D), pior o prognóstico. A presença de linfonodos positivos (estágio C) ou metástases a distância (estágio D) está associada a uma sobrevida significativamente menor.

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