PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
Gestante com última menstruação há oito semanas, procura a maternidade com queixa de cólicas hipogástricas e relato de sangramento vaginal moderado há dois dias. Ao exame, o obstetra detecta um útero de consistência amolecida, com volume aumentado, compatível com amenorreia e com colo uterino fechado. Assinale a alternativa que contém o diagnóstico clínico mais provável e o método propedêutico mais adequado para o esclarecimento do caso:
Sangramento + cólica + colo fechado + útero compatível com IG = Ameaça de Aborto. USG transvaginal para confirmar viabilidade.
Ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal e/ou cólicas no primeiro trimestre, com colo uterino fechado e útero de tamanho compatível com a idade gestacional, sem sinais de abortamento em curso. O ultrassom pélvico transvaginal é o método mais adequado para avaliar a viabilidade fetal, a localização da gestação e descartar outras causas de sangramento.
O sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação é uma queixa comum, afetando cerca de 20-25% das gestantes. A ameaça de aborto é a causa mais frequente e representa uma situação de alto estresse para a paciente. O diagnóstico diferencial é crucial para um manejo adequado e para tranquilizar a gestante, quando possível. É fundamental que os residentes de ginecologia e obstetrícia dominem a semiologia e os métodos diagnósticos para abordar esses casos. A ameaça de aborto é caracterizada por sangramento vaginal e/ou cólicas hipogástricas antes das 20 semanas de gestação, com o colo uterino fechado e sem evidências de expulsão de produtos da concepção. O exame físico deve incluir a inspeção do colo para avaliar sua integridade e o toque vaginal para determinar sua dilatação. A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem de escolha, pois oferece alta resolução para visualizar o saco gestacional, o embrião, os batimentos cardíacos fetais e identificar possíveis descolamentos ovulares. O manejo da ameaça de aborto é geralmente conservador, com repouso relativo e abstinência sexual, embora a eficácia dessas medidas seja controversa. O principal objetivo é monitorar a evolução da gestação e identificar sinais de progressão para um abortamento inevitável. A dosagem seriada de beta-hCG pode auxiliar na avaliação da vitalidade embrionária, mas o ultrassom é o método mais informativo. O conhecimento aprofundado dessa condição é essencial para a prática clínica e para as provas de residência.
A ameaça de aborto se manifesta por sangramento vaginal (geralmente leve a moderado) e/ou cólicas hipogástricas no primeiro trimestre da gestação. Ao exame, o colo uterino encontra-se fechado e o tamanho uterino é compatível com a idade gestacional.
O ultrassom pélvico transvaginal é o método mais adequado. Ele permite avaliar a viabilidade fetal (presença de batimentos cardíacos), a localização da gestação (intra ou extrauterina), a idade gestacional e descartar outras causas de sangramento, como descolamento ovular.
A principal diferença reside no estado do colo uterino e na viabilidade da gestação. Na ameaça de aborto, o colo está fechado e a gestação é potencialmente viável. Em aborto em curso ou inevitável, o colo está aberto; em aborto incompleto, há retenção de produtos da concepção e colo pode estar aberto ou entreaberto.
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