HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024
Em um plantão, você é chamado para avaliar um paciente admitido na urgência com dor torácica. Sobre a avaliação deste paciente, assinale a alternativa CORRETA.
Dor torácica: classificar como cardíaca, possivelmente cardíaca ou não cardíaca, evitando termos 'típica/atípica'.
Os guidelines atuais (ESC, AHA/ACC) enfatizam uma abordagem mais objetiva na avaliação da dor torácica, focando na probabilidade de etiologia cardíaca em vez de termos subjetivos como 'típica' ou 'atípica', que podem levar a subestimação de SCA em populações específicas (mulheres, idosos, diabéticos). O ECG deve ser realizado em até 10 minutos da chegada.
A dor torácica é uma das queixas mais comuns na urgência, e a Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma das causas mais graves e tempo-dependentes. A avaliação inicial deve ser rápida e sistemática, visando identificar pacientes com alto risco de SCA para intervenção imediata. A epidemiologia mostra que a SCA é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente. A fisiopatologia da dor torácica na SCA envolve isquemia miocárdica, geralmente por aterosclerose e trombose coronariana. O diagnóstico precoce baseia-se na história clínica, eletrocardiograma (ECG) e marcadores de necrose miocárdica (troponinas). É crucial reconhecer que a apresentação pode ser atípica, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos, com sintomas como dispneia, dor epigástrica ou fadiga. O tratamento da SCA varia conforme a presença ou ausência de supradesnivelamento do segmento ST. Pacientes com IAMCSST requerem reperfusão imediata (angioplastia primária ou trombólise). Pacientes com IAMSSST ou angina instável são manejados com terapia antiplaquetária, anticoagulação e estratificação de risco para eventual revascularização. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento.
Os sinais de alerta incluem dor torácica opressiva, retroesternal, com irradiação para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, acompanhada de sudorese, náuseas, dispneia ou mal-estar. No entanto, sintomas atípicos são comuns e devem ser valorizados.
O eletrocardiograma de 12 derivações deve ser realizado e interpretado em até 10 minutos da chegada do paciente à urgência, em qualquer caso de suspeita de Síndrome Coronariana Aguda.
Os guidelines recomendam classificar a dor torácica como cardíaca, possivelmente cardíaca ou não cardíaca. Evitar 'típica' e 'atípica' visa reduzir a subestimação de SCA em apresentações menos clássicas, melhorando a acurácia diagnóstica.
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