Dor Torácica: Classificação e Avaliação na Urgência

HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2024

Enunciado

Em um plantão, você é chamado para avaliar um paciente admitido na urgência com dor torácica. Sobre a avaliação deste paciente, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Ao se encontrar o paciente e suspeitar de síndrome coronariana aguda, deve-se pedir um ECG em até 15 minutos.
  2. B) Dispneia, mal-estar, sudorese, dor na nuca ou mandíbula, dor nos braços (direito ou esquerdo) e dor epigástrica são consideradas dores atípicas e devem ser denominadas dessa forma.
  3. C) Os guidelines atuais recomendam a classificação da dor como cardíaca, possivelmente cardíaca e não cardíaca, evitando termos como típico e atípico.
  4. D) O conhecimento dos marcadores dos kits de troponina disponíveis no centro em questão interfere pouco na conduta e a positividade de sua dosagem (considerando estar acima do valor de referência) confirma infarto mesmo que isoladamente.

Pérola Clínica

Dor torácica: classificar como cardíaca, possivelmente cardíaca ou não cardíaca, evitando termos 'típica/atípica'.

Resumo-Chave

Os guidelines atuais (ESC, AHA/ACC) enfatizam uma abordagem mais objetiva na avaliação da dor torácica, focando na probabilidade de etiologia cardíaca em vez de termos subjetivos como 'típica' ou 'atípica', que podem levar a subestimação de SCA em populações específicas (mulheres, idosos, diabéticos). O ECG deve ser realizado em até 10 minutos da chegada.

Contexto Educacional

A dor torácica é uma das queixas mais comuns na urgência, e a Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma das causas mais graves e tempo-dependentes. A avaliação inicial deve ser rápida e sistemática, visando identificar pacientes com alto risco de SCA para intervenção imediata. A epidemiologia mostra que a SCA é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular globalmente. A fisiopatologia da dor torácica na SCA envolve isquemia miocárdica, geralmente por aterosclerose e trombose coronariana. O diagnóstico precoce baseia-se na história clínica, eletrocardiograma (ECG) e marcadores de necrose miocárdica (troponinas). É crucial reconhecer que a apresentação pode ser atípica, especialmente em mulheres, idosos e diabéticos, com sintomas como dispneia, dor epigástrica ou fadiga. O tratamento da SCA varia conforme a presença ou ausência de supradesnivelamento do segmento ST. Pacientes com IAMCSST requerem reperfusão imediata (angioplastia primária ou trombólise). Pacientes com IAMSSST ou angina instável são manejados com terapia antiplaquetária, anticoagulação e estratificação de risco para eventual revascularização. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alerta para Síndrome Coronariana Aguda (SCA) em pacientes com dor torácica?

Os sinais de alerta incluem dor torácica opressiva, retroesternal, com irradiação para braço esquerdo, pescoço ou mandíbula, acompanhada de sudorese, náuseas, dispneia ou mal-estar. No entanto, sintomas atípicos são comuns e devem ser valorizados.

Qual o tempo ideal para realizar um eletrocardiograma (ECG) em um paciente com dor torácica na urgência?

O eletrocardiograma de 12 derivações deve ser realizado e interpretado em até 10 minutos da chegada do paciente à urgência, em qualquer caso de suspeita de Síndrome Coronariana Aguda.

Como os guidelines atuais recomendam classificar a dor torácica e por que evitar os termos 'típica' e 'atípica'?

Os guidelines recomendam classificar a dor torácica como cardíaca, possivelmente cardíaca ou não cardíaca. Evitar 'típica' e 'atípica' visa reduzir a subestimação de SCA em apresentações menos clássicas, melhorando a acurácia diagnóstica.

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