PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Considerando a classificação de Doença Renal Crônica, que leva em consideração a taxa de filtração glomerular, microalbuminúria e causa, em qual estágio o paciente apresenta pior prognóstico de evoluir para necessitar de terapia renal substitutiva, como diálise ou transplante renal?
Pior prognóstico DRC = TFG ↓ (G3a) + Albuminúria ↑ (A3).
A classificação da Doença Renal Crônica (DRC) combina a taxa de filtração glomerular (estágios G) e a albuminúria (estágios A) para estratificar o risco de progressão e complicações. Quanto menor a TFG e maior a albuminúria, pior o prognóstico e maior o risco de necessitar de terapia renal substitutiva.
A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública global, definida pela presença de anormalidades na estrutura ou função renal por mais de três meses, com implicações para a saúde. A sua classificação é fundamental para o manejo e prognóstico, sendo um tema recorrente em exames de residência, pois orienta a conduta clínica e a prevenção de complicações. A classificação da DRC é baseada em dois pilares principais: a taxa de filtração glomerular (TFG), que define os estágios G (G1 a G5), e o nível de albuminúria, que define os estágios A (A1 a A3). Os estágios G variam de G1 (TFG normal ou alta) a G5 (insuficiência renal terminal), enquanto os estágios A variam de A1 (albuminúria normal a leve) a A3 (albuminúria grave). O prognóstico de progressão para terapia renal substitutiva (diálise ou transplante) é determinado pela combinação desses dois fatores. Um paciente com TFG mais baixa (estágios G mais avançados) e albuminúria mais elevada (estágio A3) apresenta o pior prognóstico. No caso da questão, G3a A3 indica uma TFG entre 45-59 mL/min/1.73m² (moderadamente diminuída) com albuminúria grave (>300 mg/g), o que confere um risco muito alto de progressão e necessidade de terapia renal substitutiva.
A TFG é usada para definir os estágios G da DRC (G1 a G5), indicando o grau de perda da função renal. Quanto menor a TFG, mais avançado o estágio da doença.
A albuminúria (estágios A1 a A3) é um marcador independente de dano renal e risco cardiovascular. Níveis mais elevados de albuminúria (A3) indicam maior risco de progressão da DRC e eventos adversos.
O prognóstico da DRC é influenciado pela taxa de filtração glomerular, pelo nível de albuminúria, pela causa da doença renal, pela presença de comorbidades (diabetes, hipertensão) e pela idade do paciente.
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