DRC Estágio 3B: Classificação, DMO e Albuminúria Grave

FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2026

Enunciado

Paciente do sexo feminino, 64 anos de idade, com hipertensão e diabetes tipo 2 há 15 anos, vem em acompanhamento ambulatorial. Exames mostram: creatinina: 2,0 mg/dL; TFG estimada (CKD EPI): 32 mL/min/1,73m2; urina 1: proteinúria + albumina/creatinina urinária: 550 mg/g; hemoglobina: 10,1 g/dL; cálcio: 8,3 mg/dL; fósforo: 5,2 mg/dL; PTH: 280 pg/mL. Com relação ao quadro clínico descrito acima e as diretrizes atuais, assinale a alternativa CORRETA quanto à abordagem da paciente.

Alternativas

  1. A) Trata se de doença renal crônica estágio 3B com distúrbio mineral ósseo e albuminuria grave que deve ser acompanhada em 3 6 meses.
  2. B) Trata se de doença renal crônica estágio 3B com albuminúria moderada; a progressão deve ser monitorada a cada 12 meses.
  3. C) Trata se de doença renal crônica estágio 3A e deve se iniciar tratamento com quelantes de fósforo apenas quando o cálcio estiver abaixo de 8,0 mg/dL.
  4. D) Trata se de anemia e deve se iniciar tratamento com eritropoetina mesmo sem investigar causas secundárias, pois Hb é <11 g/dL em doença renal crônica.

Pérola Clínica

DRC estágio 3B com albuminúria grave e DMO → Acompanhamento rigoroso (3-6 meses) e manejo das complicações.

Resumo-Chave

A classificação da Doença Renal Crônica (DRC) envolve a TFG e o grau de albuminúria, sendo crucial para o prognóstico e a frequência do acompanhamento. Pacientes com DRC estágio 3B, albuminúria grave e distúrbio mineral ósseo necessitam de monitoramento mais frequente (a cada 3-6 meses) e manejo abrangente das complicações.

Contexto Educacional

A Doença Renal Crônica (DRC) é um problema de saúde pública crescente, frequentemente associada a comorbidades como hipertensão e diabetes. A sua classificação é essencial para o manejo, baseando-se na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e na albuminúria. O estágio 3B, com TFG entre 30 e 44 mL/min/1,73m2, já indica um comprometimento renal significativo. A presença de albuminúria grave (A3, >300 mg/g) e distúrbios minerais e ósseos (como hiperfosfatemia e hiperparatireoidismo secundário) em pacientes com DRC estágio 3B sinaliza um quadro complexo que exige acompanhamento nefrológico rigoroso, geralmente a cada 3 a 6 meses. Este monitoramento frequente permite a detecção precoce e o tratamento das complicações, visando retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Como é classificada a Doença Renal Crônica (DRC) em estágios?

A DRC é classificada com base na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) em G1 a G5, e no grau de albuminúria (A1, A2, A3), que indica a quantidade de albumina na urina.

O que caracteriza o distúrbio mineral ósseo na DRC?

É caracterizado por alterações no metabolismo do cálcio, fósforo, PTH e vitamina D, levando a hiperfosfatemia, hipocalcemia, hiperparatireoidismo secundário e doenças ósseas.

Qual a importância da albuminúria na DRC?

A albuminúria é um marcador precoce de lesão renal e um preditor independente de progressão da DRC e de eventos cardiovasculares, sendo classificada como moderada (A2) ou grave (A3).

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