UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020
Mulher de 63 anos, apresenta diabetes mellitus tipo 2 há 13 anos, dislipidemia e doença arterial coronariana, vai à consulta de rotina com os seguintes exames: glicemia em jejum: 190 mg/dL, glicemia pós-prandial: 196 mg/dL, hemoglobina glicada: 9,8%, hemoglobina: 11g/dL, Taxa de Filtração Glomerular (TFG): 40 mL/min e Albuminúria: 500 mg/g. Após otimizar o tratamento do diabetes, o médico comenta que nos próximos exames irá incluir dosagens de fósforo, cálcio e albumina. Sobre o caso clínico e a doença renal crônica (DRC), assinale a alternativa CORRETA:
DRC é classificada por TFG (G) e albuminúria (A); TFG 40 mL/min e albuminúria 500 mg/g = G3bA3.
A classificação da Doença Renal Crônica (DRC) é baseada na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e na albuminúria. Uma TFG de 40 mL/min corresponde ao estágio G3b, e uma albuminúria de 500 mg/g corresponde ao estágio A3, indicando DRC G3bA3. Distúrbios minerais e ósseos, como hiperfosfatemia e hiperparatiroidismo secundário, são complicações comuns da DRC.
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição de saúde pública global, caracterizada pela presença de anormalidades na estrutura ou função renal por mais de três meses, com implicações para a saúde. Sua prevalência é crescente, impulsionada principalmente pelo aumento das taxas de diabetes mellitus e hipertensão arterial, que são as causas mais comuns. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para retardar a progressão da doença e prevenir suas múltiplas complicações. A classificação da DRC é feita de acordo com as diretrizes KDIGO (Kidney Disease: Improving Global Outcomes), que utilizam a Taxa de Filtração Glomerular (TFG) para determinar o estágio G (G1 a G5) e a albuminúria para determinar o estágio A (A1 a A3). Uma TFG de 40 mL/min/1,73m² classifica o paciente no estágio G3b, enquanto uma albuminúria de 500 mg/g o coloca na categoria A3. A combinação G3bA3 indica um risco elevado de progressão da DRC e de eventos cardiovasculares. As complicações da DRC são sistêmicas e incluem anemia, distúrbios minerais e ósseos (como hiperfosfatemia, hipocalcemia e hiperparatiroidismo secundário), acidose metabólica, dislipidemia e aumento do risco cardiovascular. O manejo envolve o controle rigoroso da doença de base (diabetes, hipertensão), dieta, correção de distúrbios eletrolíticos e, em estágios avançados, terapia renal substitutiva. A monitorização de fósforo, cálcio e albumina é essencial para avaliar e tratar os distúrbios minerais e ósseos associados à DRC.
A Doença Renal Crônica (DRC) é classificada em estágios com base na Taxa de Filtração Glomerular (TFG) e na categoria de albuminúria. A TFG define os estágios G1 a G5, enquanto a albuminúria é categorizada como A1 (normal a leve), A2 (moderadamente aumentada) ou A3 (gravemente aumentada).
As duas principais causas de Doença Renal Crônica em todo o mundo são o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Outras causas incluem glomerulonefrites, doenças renais policísticas e doenças obstrutivas do trato urinário.
Na DRC, especialmente a partir do estágio G3, são comuns a hiperfosfatemia (devido à redução da excreção renal de fósforo), a hipocalcemia (pela diminuição da produção de calcitriol e resistência à PTH) e o hiperparatiroidismo secundário (como resposta à hipocalcemia e hiperfosfatemia).
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